pmvc

camarote arraia da conquista

secom bahia

andrade borre

pmvc

samur

diamantina toyota

pel construtora

herrera hair institute

VCA rede axegu

vca construtora

natanael a honra do cla

Renault anuncia fabricação de dois novos modelos no Paraná

fonte_blogdomarceloAuto Esporte

Versão “Picape” do Duster e SUV Captur serão produzidos no Brasil. Presidente Carlos Ghosn divulgou investimento de R$ 500 mi até 2019.

O presidente mundial do Grupo Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, anunciou nesta quinta-feira (17) investimentos de R$ 500 milhões na fábrica de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para a produção de dois novos modelos: a picape do utilitário esportivo Duster e o crossover Captur.

A estimativa da montadora é que o lançamento no mercado ocorra em 2015 Os recursos serão aplicados ao longo de cinco anos. Além disso, a Renault-Nissan divulgou também a construção de um novo Centro Nacional de Distribuição de Peças. “Os dois produtos que nós estamos trazendo não são produtos de substituição, não são produtos que vão competir no mesmo segmento que nós já estamos comercializando, são produtos totalmente novos e segmentos totalmente novos no mercado brasileiro”, explicou Ghosn.

O Captur, o primeiro crossover da marca, que mistura a posição de dirigir de um SUV, com o “espaço interno de um monovolume e a dirigibilidade de um carro hatch”, como define a montadora. Como conceito, ele foi exibido no Salão de SP, em 2012. As linhas externas acompanham a tendência lançada pela nova geração do Clio, ainda não lançada no Brasil.

O Duster é o segundo SUV mais vendido do Brasil no ano, atrás do Ford EcoSport. A picape que será originada dele será a única do tipo no portfólio da Renault no Brasil. Os demais utilitários são o Kangoo e o Master. O presidente enfatizou que a empresa tem uma estratégia de desenvolvimento no Brasil com o intuito de crescer em termos de participação no mercado. Segundo ele, atualmente, a empresa representa 6,7% do mercado automobilístico do Brasil, e o intuito é chegar a, pelo menos, 8%, em 2016.

Ghosn argumentou ainda que para atingir os objetivos no país é preciso ter uma base industrial competitiva e, portanto, a parceria com o Governo do Paraná é importante. O poder público, por meio do Programa Paraná Competitivo, concede benefício para atrair empresas. Estes benefícios, porém, não são divulgados. Em geral, são prorrogação do recolhimento do ICMS, que cabe ao estado, e facilidades no aspecto de infraestrutura.

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), lembrou outros investimentos realizados pela empresa no Paraná, na ordem de R$ 1,5 bilhão. O montante seria diluído entre 2012 e 2015, entretanto, já foi completamente aplicado. Richa agradeceu a confiança e destacou a geração de empregos promovida pelo setor. Com a construção do Centro de Distribuição, por exemplo, serão 250 novas vagas.

Centro Nacional de Distribuição de Peças

A unidade de distribuição será construída em Quatro Barras, também na Região Metropolitana de Curitiba. Serão 66 mil metros quadrados de área construída. A estimativa é de que o empreendimento represente um investimento de R$ 240 milhões, no prazo de 10 anos. As operações devem ser iniciadas no segundo semestre de 2015, e de acordo com a empresa serão movimentadas cerca de 200 carretas por mês. O espaço também realizará as exportações de peças e componentes para o México, Argentina, Chile, América Central, Colômbia, Venezuela, Uruguai, Paraguai, Peru, África do Sul e França. Ao todo, a Renault opera atualmente com aproximadamente 20 mil itens estocados.

Projeção de mercado

A previsão para o mercado brasileiro, na avaliação do presidente do Grupo Renault-Nissan, Carlos Ghosn, não é otimista. Com base em informação da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ele acredita que em um cenário positivo as vendas de carros no país devem ficar estáveis. “Provavelmente vai ficar abaixo de 2013, o que é decepcionante. Quando se olha de um lado o potencial do país e de outro lado a performance a curto prazo é uma decepção”, complementou.

De qualquer forma, por acreditar que são problemas de curto prazo, em reflexão em longo prazo, entre 10 e 15 anos, Ghosn aposta no futuro mercado nacional. “Não achamos que nada vai realmente como obstáculo ao desenvolvimento do mercado. Esse mercado vai continuar. Os dados básicos da motorização do Brasil ainda estão muito baixos. São 175 carros por mil residentes no Brasil e 500 carros por mil residentes em país europeu médio. Então, ninguém pensa hoje na indústria automobilística que o Brasil vai ficar parado com estes níveis de motorização”, disse.



Leia também no VCN: