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Giorlando Lima: “Guilherme não é mais um homem alegre”, afirma Herzem Gusmão

giorlando limaInfelizmente, por uma questão técnica (computador quebrado) ainda não pude transcrever a entrevista completa que fiz com o radialista, deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Vitória da Conquista, Herzém Gusmão (PMDB), prometida para o final de semana que passou.

fonte_blogdomarcelo| Blog do Giorlando Lima

Mas, com o auxílio luxuoso de um smartphone Samsung A3 consegui separar alguns trechos, que publico a seguir. Pelo que você lerá a partir de agora dá para ter uma ideia do que vem por aí, por isso, por favor, tenha só mais um pouco de paciência e aguarde.

SOBRE GUILHERME E O GOVERNO

“Boa tarde, prefeito

Eu não sou inimigo do prefeito. Eu sou um crítico dele. Se eu tiver a oportunidade de encontrar ele em algum lugar vou cumprimentá-lo. Estou avisando a ele que se eu tiver a oportunidade de encontrá-lo, eu vou me dirigir a ele e dizer “boa tarde, prefeito”. Se ele não responder, paciência.

Ele é muito tenso

Só acho que ele é muito sensível a críticas, muito tenso. Guilherme é um homem triste, muito tenso, pra baixo. Não sei em função de quê. Talvez pela administração desastrosa que ele sabe que está fazendo.

Oração

Minha família ora pelo prefeito. Eu não sou inimigo dele. Guilherme é o meu prefeito, é o seu prefeito, é o prefeito de José Raimundo, de Waldenor, de Nilo Coelho, de Marcelo Melo… Ou não é? É o nosso prefeito.

Nada a elogiar

Eu não vejo nada que eu possa elogiar neste governo, atualmente. Eu queria fazer um editorial leve, de reconhecimento, mas não vejo. O que tem funciona como laboratório de propaganda. Não é má-vontade minha não. Ah, achei uma coisa boa agora: até que enfim resolveram fazer uma restauração no estádio Lomanto Júnior. Pode não ser uma prioridade, mas pelo menos estão colocando lá R$ 1 milhão para dotar o estádio de um gramado padrão Fifa. Pelo menos eles falaram isso.

SOBRE SUA TRAJETÓRIA POLÍTICA

A origem e a ideia

Vou falar algo aqui que pode desagradar algumas pessoas. Eu vim de berço da UDN, apoiando Gerson Gusmão Sales, Edvaldo Flores… e contra Pedral. Quando Pedral foi cassado meu pai vibrou. E eu achava que ele estava certo. Em 1964 eu tinha 14 anos e achava isso. Mas em 1970 eu conheci a ideia, por meio de Jadiel (foto*), que dizia que a ideia é fundamental, porque os homens passam e a ideia permanece. Foi quando eu aprendi, verdadeiramente, a política, na essência.

Jadiel (ao microfone) uma das grandes referências políticas de Hérzem

O despertar

Eu pensava, equivocadamente, que nós, jornalistas, não deveríamos nunca nos filiar a partido político. Até que no curso de pós-graduação que fiz na UESB,  o professor Albino Rubin, disse que isso era uma grande bobagem – e é.

Em 2008 era para ser Abel

Em 2008 eu não sairia candidato. Eu coloquei meu nome por uma circunstância, porque meu candidato era Abel (Rebouças, ex-reitor da UESN). Cheguei a falar com Pedral, com Bira, com Raul. Mas, o professor Abel mudou. É um político sem firmeza. Firmeza e coragem. Se ele tivesse as duas coisas poderia ter ganhado aquelas eleições, porque naquela oportunidade, em 2008, iria agregar mais do que eu.

Gosto pelo Parlamento

Eu gostaria muito de continuar com meu mandato de deputado estadual. De coração.

Visando 2016

Eu estou me preparando mais, me reciclando, para apresentar as melhores propostas (na eleição do ano que vem).

Pensando no governo

Não faço negociação de cargos em troca de apoio. Invoco o testemunho de todos os partidos, desde 2008, se eu prometi secretaria a quem quer seja para ter partido na coligação. Conquista precisa de, no máximo, dez secretarias. No meu coração, na minha cabeça, no meu pensamento: oito secretarias para começar a fazer uma revolução e governar esta cidade. E governar com os melhores. Sem parente, sem presidente de partido político, a não ser que ele seja um quadro extraordinário.

Uma promessa

Hoje estou mais aberto às ideias e não terei problema de valorizar bons técnicos, mesmo que sejam do PT. Jadiel quando foi prefeito foi capaz de conviver com adversários, de convocar adversários para trabalhar. Em 2012, quando todos pensavam que eu ia ganhar a eleição – e eu pensei que ia ganhar a eleição, que só não ganhei pela maneira sujeira como o PT conduziu a campanha -, meus filhos me disseram: “Meu pai, nós conhecemos pessoas, técnicos extraordinários do PT (que trabalhavam na Prefeitura). Se o senhor for eleito vai tirá-los? Eu disse: de jeito nenhum. A Prefeitura não é minha, o poder é efêmero. O maior sonho meu é governar com os técnicos que estão dentro da prefeitura. Ninguém conhece mais Conquista do que quem está lá dentro.

O PT E O PCdoB

Rifaram o candidato

No PT e em Conquista, para fazer parte do governo basta ter um partido político na mão, que você senta com o prefeito e acerta. Porque já aconteceu, quando rifaram a candidatura de Fabrício. Chamaram Fabrício, o PCdoB queria espaço e o prefeito deu mais secretarias e rifaram a candidatura de Fabrício (a prefeito, em 2012).

Qual a preocupação?

Não temos que ter preocupação com o PT, que acabou. O PT morreu e está em estado de putrefação. Nossa preocupação é com a unidade é manter a unidade  das oposições. Nós precisamos repetir 2012.

Coadjuvante

O PCdoB é um eterno coadjuvante do PT. Eu não sei se Fabrício vai resistir, suportar a pressão do governo e manter essa postura de ficar em cima do muro.

SOBRE OS ADVERSÁRIOS

Fabrício busca a sobrevivência política

Fabrício, inteligentemente, colocou o nome dele na disputa. Senão ele ia sumir, desaparecer. Ele teve 18 mil votos em 2010 e caiu para 13 mil em 2014. Quando deveria avançar, encolheu. Se ele coloca o nome está em evidência. Agora, eu não acredito que ele, não indo para o 2º turno, deixe de apoiar o PT. Eu disse isso a ele. E ele respondeu que se não passar para o 2º turno ficará neutro, não subirá em nenhum palanque.

Deve gratidão à Resenha

Eu disse a José Raimundo que ele deveria me agradecer pela eleição dele. Eu falei: Eu fui o seu principal aliado, quem lhe deu a vitória foi a Rádio Clube. A cidade toda sabe que foi a Resenha Geral, a Rádio Clube que o elegeu. O pessoal de Cori (Coriolano Sales, candidato adversário de José Raimundo em 2004) até hoje me cobra. dizendo que a Resenha Geral elegeu José Raimundo. Então, ele não sendo candidato deveria pedir voto para mim.

Sobre Odir

Daqui a pouco quem vai disputar o 2º turno com a oposição pode ser até Fabrício, porque o prefeito está achando que ele elege um poste. E um poste sem fio e sem lâmpada, um poste no deserto, lá no meio do tempo.

Recado final

O prefeito Guilherme mudou. Eu conheci Guilherme como Cebola. Tocava violão, andava no meio dos jovens do Colégio Batista. Amigo de Fernando Heliodoro, que trouxe ele pra cá, amigo de Ubirajara Mota, Ariel, Eli… Ele já foi mais alegre, mais comunicativo. Hoje, ele não me parece feliz. Mas eu desejo que ele seja alegre e que Deus o abençoe. Prefeito, de coração: Deus lhe abençoe.

*Foto de Jadiel (discursando na campanha de Sebastião Castro, 1988) foi feita por Hildebrando Oliveira.



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