Situação virou caso de Polícia. Inconformada, esposa imprimiu diálogos do marido com a amante e os distribuiu em pontos públicos da cidade. Amante prestou queixa.

Uma mulher traída da cidade de Apucarana, no Paraná, decidiu se vingar da amante do marido de maneira pouco usual. O caso foi parar na polícia e viralizou na web. Ela flagrou uma conversa entre os dois no aplicativo WhatsApp, imprimiu a troca de mensagens em panfletos e distribuiu pela cidade. “Procuro homem casado”. Estas eram as palavras que chamavam atenção dos pedestres de Apucarana, pequena cidade distante 369 quilômetros de Curitiba. O cartaz ainda mostrava o nome e o telefone da concorrente. A mulher também criou um perfil falso no Facebook para espalhar a imagem. Traída, ela chegou a contratar um carro para distribuir os panfletos pela cidade, em frente ao trabalho e da faculdade onde a jovem cursa Direito. Segundo informações da polícia, a vítima teve que parar de frequentar as aulas, dada a repercussão do caso.
De acordo com o delegado, o inquérito começou há mais de 30 dias, mas foi concluído apenas na última terça-feira (25). Ele explica que a pequena Apucarana, de apenas 130 mil habitantes, tem vivido uma espécie de epidemia de casos envolvendo redes sociais. “Exatamente ontem (terça-feira) tinha mais três casos com redes sociais. Toda semana tem dois ou três. A polícia agora tem que criar um setor para atender essa ‘fuleragem’ de pessoas irresponsáveis. Tem gente que conhece o outro em um dia e no outro já manda nudes. Ai chega no outro dia aqui e quer que a polícia tire da rede social, prenda o cara, o que é praticamente impossível”, afirmou o delegado.

Na briga entre as duas mulheres, a polícia de Apucarana intimou a mulher traída para prestar depoimento. Ela admitiu ter feito os panfletos contra a amante. Foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO, registro de uma infração de menor potencial ofensivo) e encaminhado para o Juizado Especial Criminal. O delegado afirma que o juiz deve determinar uma pena menor, como o pagamento de cestas básicas ou a prestação de serviços comunitários. “Quem vai se dar mal é a esposa. De traída passou a ser a acusada”, completou o delegado José Aparecido Jacovó.









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