Luciano Hang concedeu entrevista ao programa “Pânico” da Rádio Jovem Pan, nesta segunda (22). Ele revelou que processou a Folha onde pede R$ 2 milhões de indenização.

Luciano Hang, dono da empresa Havan, ganhou notoriedade durante a campanha eleitoral ao demonstrar apoio ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Ele chegou a reunir seus funcionários com camisetas de apoio ao presidenciável, mas, em entrevista ao Pânico desta segunda-feira (22), negou ter exigido voto no ex-capitão. Mesmo assim, ele disse acreditar que petistas não conseguiriam trabalhar para ele. “Até acho que pelo modelo de negócio que temos, é tão competitivo, que um petista não aguenta trabalhar na minha empresa, ele não aguenta trabalhar com a gente, sai de graça, porque tem que trabalhar muito”, afirmou. Assista a íntegra da entrevista:
Durante as reuniões que promoveu, ele garantiu que “não precisa obrigar ninguém a votar em alguém”. Ao mesmo tempo, revelou que, em seu discurso, reforça que “se você votar na direita você pensa no País, se você votar na esquerda vai virar Venezuela“. “O voto é secreto, como eu iria na urna com meus 15 mil colaboradores, a Havan é uma empresa fantástica, é de marketing que até vende uns produtos, me comunico muito bem com eles, palestras motivacionais (…), é como se fosse uma Igreja”, analisou.

Processo de R$ 2 milhões contra a Folha
Após publicar uma ‘fake news’ sobre Jair Bolsonaro e Luciano Hang, dono da Havan, o jornal Folha de S. Paulo começou a colher os “frutos” nesta segunda-feira. A Havan e seu dono ajuizaram hoje na Vara Cível da Comarca de Brusque, em Santa Catarina, ação de indenização por danos morais no valor de R$ 2 milhões contra o jornal. A defesa afirma que “não há nenhum contrato de Luciano Hang ou da Havan com empresas de tecnologia para envio de mensagens anti-PT”.

“É por isso que se reproduz dentro do Poder Judiciário a resposta pública do autor Luciano Hang à falsa acusação: desafia-se a Folha de S. Paulo a provar que a matéria é verdadeira. Como jamais haverá uma prova de algo que foi inventado pelo periódico e sua jornalista, as Requeridas devem ser condenadas a pagar indenização que, além de puni-las por um dos mais tristes episódios da imprensa brasileira, as impeçam de novamente tentar influenciar uma eleição democrática,”diz trecho da ação. A matéria em questão é a que levou o título “Empresas bancam disparo de mensagens anti-PT nas redes”.









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