Vítimas foram identificadas como pai, filho e sobrinho. Casa estava sendo construída por ele há um mês e pegou fogo ao ser atingida pelo relâmpago.

A polícia vai investigar a causa da morte das duas crianças depois que um raio atingiu a casa onde elas moravam, em Arujá, nesta quarta-feira (6). Os corpos dos primos João Pedro de 9 anos e Alan Santos de 12 anos estavam dentro da casa e não tinham ferimentos. Já João Batista dos Santos, de 40 anos, que também morreu, estava carbonizado. Quando o raio caiu, atingiu a parte superior da casa, onde Santos estava e houve um incêndio. Segundo a família, o segundo andar foi destruído e sobrou apenas a parte debaixo. A suspeita da polícia é que as crianças podem ter inalado fumaça do incêndio. Assista a reportagem:
João Batista construía uma casa no Parque Rodrigo Barreto para onde se mudaria com os filhos e a mãe até o final dessa semana. Ele era pai de João Pedro e tio de Alan. Por telefone, a Prefeitura informou que a área é invadida. A casa fica na parte mais alta do morro. O sonho de João Batista Alves dos Santos, segundo a família, era sair do aluguel. Há um mês ele trabalhava na construção feita de madeira. A família tinha a intenção de mudar ainda nesta semana.
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“Ele queria construir ali porque ele falava que ali a vista era bonita. E até falou assim: ‘eu vou construir uma janela desse lado e do outro lado.’ Ele falou que quando a gente acordasse poderia escolher o lugar para onde a gente ia olhar para a vegetação ou para a cidade”, disse a filha de João Batista, Aline dos Santos. As crianças estavam com Santos na obra, dentro da casa. “Ele estava mudando para a casinha e terminava de fazer para mudar. Ele falou ‘mãe eu vou dormir lá porque amanhã cedo eu já estou lá para fazer alguma coisa e aí eu vou mudando aos poucos.’ E eu disse ‘tá bom João’. Porque era eu, ele e os filhos dele que íamos morar ali”, disse a mãe de João Batista, Gertrudes Alves de Souza.
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O incidente aconteceu por volta das 15h desta quarta. Os vizinhos contaram que assim que começou a chover ouviram um estrondo. “Eu estava colocando roupa no varal e começou a serenar um pouco. Foi quando as crianças subiram e falaram que iam ajudar o pai, que trabalhava sozinho. Quando acabaram de subir eu vi o relâmpago e nunca tinha visto desse jeito. Que foi muito forte”, afirmou a dona de casa Josileide Pereira Chaves. No final da tarde, uma equipe de peritos esteve no local para analisar a casa e os corpos, que foram removidos por uma empresa funerária da cidade. Os corpos estão no Instituto Médico Legal (IML) de Guarulhos aguardando liberação.










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