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Horror: Mãe dirigiu carro com corpos do marido e do filho antes de ser assassinada pela filha. VÍDEO

Horas depois o carro foi achado pegando fogo, com os corpos dentro. Ana Flávia Menezes Gonçalves, 24, e a namorada dela, Carina Ramos, 26, foram presas.

A empresária Flaviana Gonçalves, 40 anos, foi obrigada a dirigir o carro da família com os corpos do marido e do filho de 15 anos dentro, segundo hipótese investigada pela família. Os corpos dos três foram achados carbonizados dentro do porta-malas do veículo na última terça (28), em São Bernardo do Campo, região do ABC paulista. A informação é do jornal Agora. Assista a reportagem:

O porteiro do condomínio da família, em Santo André, viu quando o carro saiu, por volta da 1h15 de terça, dirigido por Flaviana. Cerca de uma hora depois, o carro foi achado pegando fogo em uma estrada, com os corpos dentro. Ana Flávia Menezes Gonçalves, 24, filha e irmã das vítimas, e a namorada dela, Carina Ramos, 26, foram presas na quarta suspeitas pela morte. A polícia agora investiga a participação de outras pessoas no caso. Para a polícia, o comerciante Romoyuki Gonçalves, 43, e o filho Juan, 15, foram mortos em casa e colocados já sem vida no carro que então foi dirigido por Flaviana. A mãe teria sido morta depois, e fora da residência da família, segundo indica o depoimento do porteiro.

A causa da morte dos três, aponta laudo preliminar, foi traumatismo cranioencefálico. Os corpos foram identificados através das arcadas dentárias. O porteiro diz que o carro de Ana Flávia, um Palio, passou pela portaria instantes antes do Jeep da família, conduzido pela mãe. As câmeras mostram que o carro da suspeita entrou e saiu do condomínio três vezes na noite da segunda-feira, a primeira às 18h16 e a última às 22h12. Às 20h09, as imagens mostram Carina entrando no local a pé.

Ela usa um moletom com capuz, o que chamou atenção por conta do calor que fazia. Às 22h36, Flaviana chega ao condomínio dirigindo um Jeep. Antes, um homem alto foi visto pro uma testemunha com Ana Flávia e Carina em frente à casa da família. Outro suspeito foi filmado do lado de fora do condomínio, segurando dois capacetes na mão, pouco antes da última saída dos carros de Flaviana e Ana Flávia.

Crime

A polícia acredita que pai e filho foram mortos quando o empresário se preparava para fazer o jantor. O delegado Paul Henry Bozon contou ao agora que Romoyuki chegou em casa às 19h56. Na cozinha da casa, a polícia encontrou uma panela com óleo quente e frango ao lado. Depois de matar o pai e o irmão, com ajuda da namorada, Ana Flávia teria rendido a mãe. São duas hipóteses para esse momento. A rendição teria acontecido já quando Flaviana chegou em casa e foi obrigada a dirigir o carro, ou quando saiu do trabalho em um shopping. A calça de Ana Flávia foi lavada, mas mesmo assim a polícia encontrou marcas de sangue. “Esse crime foi feito com extrema crueldade e foi premeditado”, diz Bozon. Ainda não se sabe o que motivou a ação.

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Comportamento

As duas suspeitas tiveram comportamento diferente após presas. Ana Flávia estava nervosa, chegou a passar mal, vomitando, e em alguns momentos nem conseguiu falar. Já Carina apresentou um perfil mais frio e manteve a calma ao relatar sua versão. Em depoimento, as duas dizem que o crime foi cometido por um agiota para quem a família deveria R$ 200 mil. Apesar disso, confirmaram que na noite do crime houve uma discussão entre elas e a família. Por conta dessa briga, Flaviana teria dito que sairia com o marido e o filho para abastecer o Jeep e de lá seguiriam para Minas Gerais. Por conta disso, as suspeitas, que moram juntas em uma favela próxima ao condomínio, dizem que também resolveram deixar a casa.

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Uma testemunha desmente essa versão. Ela conta que depois que Flaviana chegou, o Jeep foi estacionado em frente à casa da família, com o porta-malas virado para a entrada. O homem visto por lá ajudou as suspeitas a colocar dois embrulhos grandes no porta-malas. A casa estava revirada, tinha marcas de sangue e ainda foram levados de lá R$ 8 mil, uma quantia em dólares, joias e uma espingarda, que ainda não foram achados. A polícia agora pediu a quebra do sigilo telefônico das duas suspeitas. O advogado Lucas Domingos, que defende as duas, diz que elas negam o crime e que espera ter acesso aos inquéritos para comentá-lo. Ele foi contratado por uma amiga das duas.

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