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Conquista: “Estamos fazendo o possível, mas o recurso atual não basta”, diz diretora do Esaú Matos diante de vereadores

Vereadores e a gestora Ceres Almeida discutiram subfinanciamento e sobrecarga da unidade, que é referência em atendimento materno-infantil na região.

Na tarde desta segunda-feira (19), a diretora-geral da Fundação Pública de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC), Ceres Almeida, reuniu-se com vereadores para discutir os desafios do Hospital Municipal Esaú Matos, principal maternidade pública da região. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, o debate destacou a falta de recursos, a redução de leitos e a pressão por atendimentos, que ultrapassam a capacidade da unidade.

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Ceres Almeida fez um apelo por união de esforços: “O Esaú é onde a população que não tem condições paga nasce. Estamos fazendo o possível, mas o recurso atual não basta”, afirmou, ao detalhar a queda de 84 para 60 leitos na última década. A diretora ainda rebateu críticas ao hospital: “Desqualificar o Esaú é ignorar o trabalho de quem se dedica aqui diariamente”.

O presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, comprometeu-se a mobilizar o Legislativo: “Esta Casa entende a urgência. Vamos abraçar a causa do Esaú”. Já a vereadora Cris Rocha (MDB) cobrou ação do Estado: “Precisamos de investimentos além do município”. Vereadores apresentaram soluções, como audiência com o governador (sugerida por Dudé – UB) e busca por emendas parlamentares. Diogo Azevedo (UB) criticou a omissão estadual: “Desde 2016 se fala em subfinanciamento. O Estado precisa atualizar os repasses”.

Natan da Carroceria (AVANTE) alertou para a dimensão do problema: “Um milhão é um grão na panela. O hospital precisa mapear seus gargalos”. Já Edivaldo Ferreira Júnior (PSDB) pediu direcionamento prático: “Diga como podemos ajudar efetivamente”. Ceres apresentou números que comprovam a sobrecarga do Esaú Matos, único hospital público de Vitória da Conquista a aceitar pacientes sem regulação prévia. “Atendemos centenas de cidades. Sem investimento, o caos só aumentará”, reforçou. Ao final, 18 dos 23 vereadores presentes sinalizaram apoio. O presidente Ivan Cordeiro encerrou com um compromisso: “Vamos colaborar com alternativas. Quem ganha com isso é a população”.



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