Tragédia: Prédio desaba e duas irmãs, de 11 e 4 anos, morrem. Pais estavam fora de casa no momento do acidente
Comoção marca os preparativos para o último adeus a Vitória e Agatha, de 11 e 4 anos, em meio a investigações sobre o colapso estrutural.

A comunidade da Praia da Rosa, no bairro do Tauá, amanheceu sob forte consternação nesta sexta-feira, enquanto familiares e amigos se organizam para a despedida das irmãs Vitória Aleixo Leandro de Melo, de 11 anos, e Agatha Aleixo Leandro de Melo, de 4 anos. As duas crianças não resistiram aos ferimentos causados pelo desabamento do prédio de três andares onde residiam, em um trágico episódio registrado na manhã de quinta-feira. O velório está programado para iniciar às 11h no Cemitério da Cacuia, localizado na Ilha do Governador, seguido pelo sepultamento às 14h no mesmo local. Para viabilizar a presença de vizinhos e conhecidos que desejam prestar solidariedade, um ônibus partirá do Centro de Melhoramento da Praia da Rosa ao meio-dia em direção ao cemitério. Conforme relatos de parentes, as meninas estavam sozinhas no imóvel no exato momento do colapso, uma vez que o pai havia saído para trabalhar e a mãe tinha ido brevemente a uma padaria da região.
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A perda precoce gerou profunda comoção, inclusive no Colégio Notre Dame, onde a caçula Agatha estudava. Em nota oficial divulgada nas redes sociais, a instituição lamentou a partida inesperada da aluna, destacando que seu nome fazia jus a uma “pedra preciosa” e lembrando-a como uma menina de imensa bondade, ternura e luz que deixou o pátio e os corações da comunidade escolar em silêncio.
Mobilização de socorro e ações preventivas
O cenário pós-desabamento exigiu uma resposta rápida e complexa das forças de segurança e salvamento. Cerca de 50 militares foram mobilizados na linha de frente da operação, que uniu os esforços de agentes do Quartel da Ilha do Governador, do Grupo de Operações Especiais e do Grupamento de Busca e Resgate com Cães. Além do resgate minucioso das duas irmãs nos escombros, os bombeiros precisaram abrir um acesso na parede de uma residência vizinha para retirar, em segurança e sem ferimentos visíveis, uma mulher e outra criança que moravam bem em frente ao ponto crítico.

Após o encerramento das buscas pelas vítimas, o foco das autoridades se voltou para a estabilização do perímetro e a mitigação de novos riscos para a vizinhança. Técnicos da Defesa Civil realizaram vistorias urgentes no entorno e decidiram pela interdição imediata dos imóveis vizinhos que apresentavam sinais evidentes de comprometimento estrutural. O local do acidente segue totalmente isolado pelas forças de segurança para permitir que os peritos criminais e engenheiros trabalhem na remoção segura dos escombros e na coleta de dados. As causas reais que levaram ao colapso da edificação de três pavimentos ainda estão sendo investigadas pelas autoridades competentes, segundo apurado pelo Blog do Marcelo.






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