Tragédia: Dois irmãos garimpeiros morrem soterrados em deslizamento de terra nesta quinta-feira. Vítimas identificadas
Ambos residiam na região e há anos atuavam na extração artesanal de minérios, atividade que, apesar dos riscos, era sua principal fonte de sustento.

Um trágico acidente marcou a manhã desta quinta-feira (21) na região de Pinhão, na divisa entre o povoado de Itajubaquara e a sede do município de Gentio do Ouro, no centro-norte baiano. Dois irmãos foram soterrados e não resistiram após um deslizamento de terra em um garimpo clandestino, segundo apurado pelo Blog do Marcelo. As vítimas foram identificadas como Adão Alves de Oliveira, de 48 anos, conhecido como Tiozinho, e Domingos Alves de Oliveira, de 45 anos, mais conhecido como Serrinha. Ambos residiam na região e há anos atuavam na extração artesanal de minérios, atividade que, apesar dos riscos, era a principal fonte de sustento para suas famílias.
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De acordo com relatos de testemunhas colhidos no local, os dois trabalhavam em um túnel escavado manualmente quando, por volta das 9h, uma grande massa de terra desceu de uma encosta próxima, provocando o colapso da estrutura. O soterramento foi imediato e violento. Outros garimpeiros que atuavam nas proximidades tentaram, desesperadamente, remover a terra com pás e mãos nuas, na esperança de resgatar os colegas com vida. No entanto, devido à profundidade do entulho e à instabilidade do terreno, o resgate foi interrompido por risco de novos deslizamentos. Corpos foram localizados horas depois, já sem sinais vitais.
O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para a remoção dos corpos, que serão submetidos a exames para confirmar as causas exatas da morte. A Polícia Civil deve abrir inquérito para investigar as condições de trabalho no local, já que o garimpo não possui autorização ambiental ou fiscalização adequada. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, a região tem crescido em atividades mineradoras informais nos últimos anos, atraídas pela presença de ouro e pedras preciosas. No entanto, a falta de estrutura, equipamentos de segurança e fiscalização tem transformado esses locais em verdadeiras zonas de risco. Familiares das vítimas chegaram ao local em estado de choque. Chorando, uma prima dos irmãos afirmou que eles “viviam do garimpo para sustentar os filhos, mas nunca imaginaram que fosse morrer assim, enterrados como se fossem nada”. O caso reacende o debate sobre a regulamentação do garimpo no interior da Bahia e a necessidade de políticas públicas que protejam trabalhadores em áreas de risco. Enquanto isso, a pequena comunidade de Gentio do Ouro se despede de dois homens cujas vidas foram ceifadas pela precariedade e pelo silêncio das autoridades.









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