Eleições 2026: Lançada oficialmente a chapa, liderada por ACM Neto, que concorrerá ao Governo da Bahia
Durante o encontro, que reuniu uma expressiva quantidade de parlamentares, prefeitos e lideranças regionais, ficou clara a intenção de criar um contraponto direto à atual gestão estadual.

O cenário político baiano ganhou contornos definitivos na noite desta segunda-feira com a oficialização da chapa oposicionista que disputará o comando do Palácio de Ondina. Em um ato político de grandes proporções realizado em Feira de Santana, o prefeito José Ronaldo de Carvalho atuou como anfitrião para chancelar a união de forças que pretende enfrentar o grupo governista nas urnas. A composição confirmada traz o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto na cabeça de chapa, tendo ao seu lado o prefeito de Jequié, Zé Cocá, como candidato a vice-governador. A estrutura majoritária se completa com o ex-ministro João Roma e o senador Ângelo Coronel, que buscam as duas cadeiras disponíveis para o Senado Federal. A escolha da “Princesinha do Sertão” como palco para o anúncio não foi por acaso, simbolizando a estratégia do grupo de fortalecer sua presença no interior do estado.
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Durante o encontro, que reuniu uma expressiva quantidade de parlamentares, prefeitos e lideranças regionais, ficou clara a intenção de criar um contraponto direto à atual gestão estadual de Jerônimo Rodrigues. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, a costura política que resultou nesta formação buscou equilibrar diferentes espectros da direita e do centro, visando capilaridade eleitoral em diversas zonas geográficas da Bahia.

A indicação de Zé Cocá para a vice-governadoria, embora oficializada ontem, já era um movimento aguardado desde a última semana, após visita de ACM Neto a Jequié. O prefeito jequieense é visto como uma peça fundamental para garantir o diálogo com os municípios menores, tese reforçada pelo próprio José Ronaldo ao destacar que a presença do interior na chapa é uma mensagem direta de reconhecimento aos motores econômicos do estado. A unificação de nomes que outrora trilharam caminhos distintos, como Roma e Neto, sinaliza um pacto de pragmatismo focado na alternância de poder.
Em seu discurso de encerramento, ACM Neto adotou um tom emocional e assistencialista, enfatizando a vulnerabilidade das populações mais pobres e prometendo uma parceria histórica com Feira de Santana caso saia vitorioso. O pré-candidato ao governo afirmou que o projeto representa um compromisso de renovação e que a jornada daqui em diante será de trabalho ininterrupto pelo interior e pela capital. O movimento agora segue para a fase de convenções, onde as candidaturas serão formalmente registradas perante a Justiça Eleitoral, consolidando o que o grupo descreve como um projeto de mudança profunda para a administração baiana.










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