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Atenção: “Teco-teco” sem sanitário da Azul começa a operar na linha Vitória da Conquista-Salvador a partir de 2 de junho

Companhia substitui aviões de 70 lugares por modelos de nove assentos nas rotas de Vitória da Conquista e Guanambi para Salvador.

A malha aérea do interior baiano sofrerá uma reestruturação drástica a partir do próximo mês de junho. A Azul Linhas Aéreas confirmou que as rotas que conectam Salvador às cidades de Guanambi e Vitória da Conquista deixarão de ser operadas pelos modelos ATR-72, que comportam cerca de 70 passageiros. Em seu lugar, a companhia passará a utilizar o monomotor Cessna Caravan, cuja capacidade é de apenas nove ocupantes por viagem. A transição dos modelos de aeronaves ocorrerá de forma escalonada nos dois municípios. O novo desenho operacional entra em vigor primeiro em Guanambi, no dia 1º de junho. No dia seguinte, 2 de junho, a mudança passa a valer também para o aeroporto de Vitória da Conquista, alterando de forma significativa o fluxo de viagens no sudoeste do estado. Embora Guanambi passe a contar com voos diários para a capital baiana, o ganho em frequência não compensa a perda no volume de passageiros transportados.

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O cálculo do impacto aponta que a oferta semanal na cidade despencará de 210 para míseros 63 assentos por sentido. Para os interessados em realizar o trecho, os bilhetes atuais já estão disponíveis no sistema de vendas com valores que partem de R$ 699.

Somente 4 voos semanais

O cenário é ainda mais restrito em Vitória da Conquista, onde a ligação com Salvador terá apenas quatro frequências semanais. Com a mudança, a oferta total por trecho cai para apenas 36 assentos semanais. Essa drástica redução de espaço refletiu diretamente no bolso do consumidor, segundo apurado pelo Blog do Marcelo. As passagens para a rota conquistense estão sendo comercializadas a partir de R$ 835, mas a escassez de vagas faz com que as tarifas disparem, atingindo o teto de até R$ 3,5 mil em determinadas datas.

Enfraquecimento da conectividade regional

A perda de conectividade e o encarecimento dos bilhetes provocaram forte descontentamento na gestão pública local. A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), manifestou-se publicamente contra a medida, classificando a decisão da Azul como altamente prejudicial para toda a região. A chefe do Executivo alertou que o esvaziamento dos voos tem potencial para sufocar o comércio, travar o desenvolvimento regional e acentuar o isolamento do sudoeste baiano em relação ao principal centro econômico do estado. Questionada sobre os motivos que levaram a um corte tão agressivo de capacidade, a Azul se limitou a informar que as alterações na malha decorrem estritamente de razões operacionais. A empresa aérea garantiu que todos os clientes que já haviam adquirido passagens para os voos antigos e que foram afetados pela mudança receberão a assistência necessária, respeitando integralmente as normas vigentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).



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