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Atenção: Senador Jaques Wagner é alvo de nova operação envolvendo Banco Master, na manhã desta quinta-feira

Investigação apura suposto esquema bilionário de fraudes e propinas envolvendo o líder do governo no Senado e o Banco Master.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero, colocando o senador Jaques Wagner (PT-BA) no centro de uma investigação sobre um suposto esquema bilionário de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. O parlamentar baiano, que atua como líder do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal, é suspeito de integrar uma rede de favorecimento ilícito ligada ao Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro. O foco principal desta nova etapa da operação reside na estreita relação entre o senador petista e o banqueiro Augusto Ferreira Lima, apontado como um aliado estratégico de Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição que sofreu liquidação pelo Banco Central em fevereiro deste ano. A suspeita da Polícia Federal é de que Jaques Wagner tenha utilizado sua forte influência política no Congresso Nacional para legislar e fazer lobby em benefício dos interesses comerciais do Banco Master.

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Entre as matérias que teriam recebido a interferência direta do parlamentar, os investigadores destacam a tramitação da chamada “Emenda Master” e de uma proposta legislativa que visava ampliar o limite do crédito consignado no país.

Líder do governo, Jaques Wagner é alvo da PF em caso do Banco Master

Como contrapartida pelo apoio político aos projetos de interesse da instituição financeira, a investigação aponta que o líder governista teria recebido uma série de vantagens indevidas substanciais. Os investigadores suspeitam que Wagner foi beneficiado com a entrega de um apartamento de luxo, com o uso recorrente de aeronaves particulares e até com ingressos para shows exclusivos. Além disso, o esquema envolveria o repasse financeiro de aproximadamente R$ 3,5 milhões, quantia que teria sido distribuída por meio de uma empresa vinculada a membros da família do senador. Toda a linha de apuração ganhou força após a perícia da Polícia Federal extrair e analisar mensagens comprometedoras trocadas no telefone celular de Augusto Lima, segundo apurado pelo Blog do Marcelo.

Para colher novas evidências e frear a continuidade das supostas práticas criminosas, policiais federais saíram às ruas para cumprir 18 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Além das buscas, os alvos foram notificados sobre a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, que incluem a retenção de passaportes e a proibição expressa de manterem contato entre si. A corporação chegou a cogitar a imposição de monitoramento eletrônico por tornozeleira, mas corrigiu a informação logo em seguida.

Os episódios narrados no inquérito que tramita na Suprema Corte podem configurar formalmente os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de capitais. Até o momento da publicação desta matéria, a assessoria de imprensa do senador Jaques Wagner não havia se pronunciado sobre o caso, embora tenha sido formalmente procurada. A reportagem também tenta estabelecer contato com as defesas de Augusto Ferreira Lima, Daniel Vorcaro e dos demais citados no processo para que possam apresentar suas manifestações.



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