Opinião: Passou da hora de resolver o problema do cruzamento das avenidas Olívia Flores e Brasil, em Vitória da Conquista
O sentimento coletivo é de exaustão e indignação diante de um problema recorrente que se arrasta sem solução definitiva.

Vitória da Conquista tem assistido, com uma frequência assustadora e inadmissível, a cenas de destruição em um dos seus principais corredores viários. O cruzamento entre as avenidas Olívia Flores e Brasil tornou-se um ponto crítico de insegurança pública, onde o perigo espreita a cada madrugada e a falta de solução do poder público grita a cada nova colisão. Os dois graves acidentes registrados recentemente no local — um no dia 20 de junho e outro mais recente, neste domingo, 5 de julho, que deixaram dois veículos completamente destruídos — não são ocorrências isoladas. São a crônica de uma tragédia anunciada. A comunidade local, moradores e comerciantes do entorno da movimentada via do bairro Candeias, já chegou ao seu limite de tolerância. O sentimento coletivo é de exaustão e indignação diante de um problema recorrente que se arrasta sem solução definitiva. Quantas vidas mais precisarão ser colocadas em risco, ou quantas estruturas públicas precisarão ser pulverizadas, para que uma atitude enérgica seja tomada?
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Há um detalhe que beira o absurdo e ilustra perfeitamente a falta de uma ação enérgica no local: o mesmo poste localizado na rotatória já precisou ser substituído inúmeras vezes após ser sistematicamente derrubado por condutores em alta velocidade. Trocar o poste virou rotina para a concessionária de energia Coelba; resolver a causa do problema, não.

A reivindicação de quem convive diariamente com o medo é clara, simples e justa: a instalação imediata de um conjunto semafórico no cruzamento. A engenharia de tráfego da cidade precisa entender que o atual modelo de rotatória já não comporta o fluxo e, principalmente, a imprudência que impera no trecho, em específico nas madrugadas, quando motoristas supostamente “alterados” trafegam em alta velocidade, com total liberdade, sem monitoramento. A Prefeitura de Vitória da Conquista e a Secretaria de Mobilidade Urbana têm a obrigação legal e moral de agir antes que o prejuízo material se transforme em perda de vidas humanas.

Contudo, a engenharia viária sozinha não resolve a falta de responsabilidade ao volante. Há um fator agravante que acontece sob o manto da escuridão: a impunidade nas madrugadas conquistenses. É de conhecimento público que o trecho é palco frequente de motoristas que dirigem sob o efeito de álcool, abusando da velocidade em um horário de total ausência de fiscalização.

Para frear essa roleta-russa no trânsito, a atuação da Polícia Militar e do Simtrans precisa ir além do registro de ocorrências na manhã seguinte. É urgente a implantação de blitze da Lei Seca e patrulhamentos preventivos rigorosos durante as madrugadas, especialmente nos fins de semana e vésperas de feriados. A fiscalização ostensiva é o único remédio capaz de conter condutores embriagados antes que eles destruam mais um veículo, um poste ou, pior, interrompam a vida de um inocente. Passou da hora de agir. O cruzamento da Olívia Flores com a Avenida Brasil pede socorro, além de outros locais problemáticos da cidade. Que o poder municipal e as forças de segurança passem a dar uma atenção maior ao problema, a partir de agora, antes que a próxima manchete jornalística traga uma notícia ainda mais dolorosa.






@vitoriadaconquistanoticias
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