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Israel vai interceptar navio a caminho da Faixa de Gaza, diz ministro

do G1

‘Não existe chance de a Rachel Corrie chegar à costa de Gaza’, disse. Embarcação a caminho do território leva mantimentos e 15 ativistas.

Israel impedirá que outro navio levando ajuda humanitária e ativistas ultrapasse seu bloqueio e chegue à Faixa de Gaza, disse o ministro de Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, nesta sexta-feira (4).

“Interceptaremos o navio, e também qualquer outro navio que tentar prejudicar a soberania de Israel. Não existe chance de a Rachel Corrie chegar à costa de Gaza”, afirmou Lieberman a uma emissora de televisão israelense.

O cargueiro “Rachel Corrie”, fretado por uma organização irlandesa de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, se dirige nesta sexta-feira (4) para o território bloqueado por Israel, anunciou em um comunicado a organização.

Pouco antes, os organizadores da frota de ajuda a Gaza – que na segunda-feira passada foi atacada por comandos israelenses – indicaram ter perdido contato com o cargueiro. “Mas o ‘Rachel Corrie’ prossegue rumo a Gaza”, afirmou, em seguida, a Campanha de Solidariedade Irlanda-Palestina, que explicou ter feito contato com seus passageiros.

“Jenny Graham, uma passageira a bordo, declarou esta manhã por telefone via satélite que estão a 150 milhas de Gaza, avançando a um bom ritmo”, afirma o comunicado.

A embarcação zarpou de Malta na segunda-feira e leva 15 ativistas, inclusive a norte-irlandesa Mairead Corrigan, Prêmio Nobel da Paz de 1976, e Denis Halliday, ex-assistente do secretário geral das Nações Unidas.

“Não vamos permitir que o barco entre em Gaza”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a ministros nesta quinta-feira (3), segundo relato feito por uma fonte do seu gabinete.

Tanto neste caso quanto na frota anterior, os ativistas tentam levar mantimentos à Faixa de Gaza, furando o bloqueio imposto há anos contra o território palestino governado pelo grupo islâmico Hamas.

Netanyahu disse que ofertas para que a carga seja inspecionada no porto israelense de Ashdod foram rejeitadas, e que as forças israelenses devem usar “cautela e polidez” ao abordar a embarcação, de modo a evitar danos físicos aos seus passageiros.

Israel alega que seus soldados mataram os ativistas porque foram agredidos ao desembarcarem de um helicóptero no convés do navio Mavi Marmara.

‘Jovens adolescentes’

Em entrevista por telefone ao jornal espanhol “El País”, Denis Halliday disse que espera uma abordagem pacífica por parte de Israel.

“Claro que temos medo, mas também acreditamos que as autoridades israelenses tomarão o barco sem usar violência. Nos respeitarão e nós os respeitaremos. Não assustaremos os soldados israelenses, que são jovens adolescentes. Somos pacíficos e estamos mais determinados do que nunca em seguir nossa viagem”, afirmou.

Segundo os ativistas, o barco transporta material de construção, equipamento médico, material escolar e brinquedos. O nome “Rachel Corrie” se refere a uma manifestante americana que em 2003 foi esmagada por uma escavadeira quando tentava impedir a demolição de uma casa palestina em Gaza.



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