Dyegho Henrique Almeida da Silva permaneceu no carro com o corpo de Franciele Cordeiro e Silva e, segundo a polícia, após cerca de quatro horas de negociação, ele tirou a própria vida.

Um soldado da Polícia Militar (PM) matou a ex-esposa a tiros em uma rua de Curitiba , no final da tarde desta terça-feira (13). Segundo a polícia, ele alvejou o carro que a vítima dirigia. Câmeras de segurança flagraram o soldado atirando contra o veículo. O suspeito permaneceu no carro com o corpo da vítima e, segundo a polícia, após cerca de quatro horas de negociação, ele cometeu suicídio.
Ainda não se sabe as circunstâncias do crime, se há outros feridos e possíveis motivações. Em nota, a PM se solidarizou com os familiares das vítimas e lamentou o ocorrido. “Todos os procedimentos de segurança foram adotados pelas equipes policiais desde a primeira intervenção e as tratativas foram feitas de forma incessante”, disse a corporação. A polícia disse também que as motivações serão devidamente apuradas posteriormente e que mais informações serão repassadas assim que possível. Vídeos mostram o crime e o desabafo do soltado, antes de se matar. Assista:
Câmeras flagraram parte da ação
Câmera de segurança flagraram o soldado, que dirigia uma moto, parando o veículo da ex-esposa em uma rua do bairro Rebouças. Na sequência, o homem atira várias vezes. O vídeo mostra ainda a motorista do carro dando marcha à ré para tentar fugir. Uma outra câmera registrou o momento em que o carro bate em um outro veículo, que vinha atrás. Em seguida, uma jovem aparece correndo pela rua. Segundo a polícia, a motorista estava acompanhada de uma jovem. Ainda não há informações oficiais sobre o grau de parentesco das duas. Assista as reportagens:
Uma testemunha, que estava em uma loja próxima de onde o crime aconteceu, disse ao g1 que ouviu vários disparos. Segundo a testemunha, os tiros pararam por alguns segundos e, logo depois, novos disparos foram feitos. “A gente imagina uns 10 tiros no total. Quando o pessoal saiu na porta aqui, já tinha um policial apontando uma arma para ele. O cara estava do outro lado do carro”, disse a testemunha. A Polícia Militar ainda não divulgou informações detalhadas sobre a ocorrência. Vídeos mostram que ruas do entorno foram fechadas para o atendimento da polícia. Testemunhas disseram que ficaram impedidas de sair de estabelecimentos próximos ao local.

Vítima registrou Boletim de Ocorrência dias antes
A mulher morta a tiros pelo ex-companheiro, um soldado da Polícia Militar (PM), em Curitiba , no final da tarde de terça-feira (13), havia registrado Boletim de Ocorrência (B.O.) contra o suspeito, em que relatou ter sofrido ameaças dele. Conforme a polícia, o PM Dyegho Henrique Almeida da Silva alvejou o carro em que estava a vítima, Franciele Cordeiro e Silva, na Rua Francisco Nunes. O suspeito permaneceu no carro com o corpo da vítima e, segundo a polícia, após cerca de quatro horas de negociação, cometeu suicídio. Segundo a polícia, a motorista estava acompanhada de uma jovem.

No B.O. registrado pela vítima, ela relatou que teve um relacionamento com o policial por um ano e que os dois haviam se separado havia um mês. A mulher relatou que, na sexta-feira (9), o suspeito ligou para a casa dela e fez ameaças. Depois de ela desligar o telefone, de acordo com a vítima, uma pessoa informou que o PM estava em frente à casa dela. No documento, a mulher disse que ligou para a Polícia Militar e alertou que o homem estava “transtornado” e rondando a residência. No Boletim de Ocorrência, a vítima relatou que “como a casa estava alugada em nome dos dois”, o suspeito comunicou a saída do imóvel para a imobiliária, para tentar chantagear a vítima, obrigando-a a sair.

Ainda à polícia, Franciele disse que, no ano passado, engravidou de Dyegho e que ele insistia para que ela abortasse. A mulher disse à polícia que o militar chegou a ajudá-la a montar o quarto do filho que ela esperava, mas que ele deu a ela um remédio abortivo sem que ela soubesse durante uma relação sexual. A criança morreu dias após o nascimento, que foi prematuro, segundo ela. A mulher relatou ainda que, após uma depressão, o militar chegou a ser afastado dos trabalhos por um mês. Nesta quarta-feira (14), a Polícia Civil informou que a vítima registrou o boletim no domingo (11). “Na segunda-feira, foi solicitada a prisão do suspeito, o qual estava em andamento. Também foi requerida medida protetiva para a vítima”, disse.

A Polícia Militar (PM) informou que se solidariza com os familiares das vítimas e lamentou o ocorrido. “Todos os procedimentos de segurança foram adotados pelas equipes policiais desde a primeira intervenção e as tratativas foram feitas de forma incessante”, disse a corporação. A corporação disse também que as motivações serão devidamente apuradas posteriormente. Conforme a polícia, haverá uma investigação militar e um procedimento foi encaminhado à Delegacia da Mulher para apuração do caso, para onde foi encaminhada a arma usada pelo policial no crime. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre as possíveis defesas das famílias dos envolvidos.











@vitoriadaconquistanoticias
Grupo WhatsApp