Violência: Ataque a tiros deixa mulher morta e outra ferida de bala perdida. Vítima fatal foi identificada
Rafaela Dias Lima, de 29 anos, foi executada a tiros por um grupo de cinco homens encapuzados enquanto trafegava em uma motocicleta pela região.

Um crime brutal chocou, na tarde desta terça-feira (10), a comunidade da Aldeia Xandó, localizada no distrito de Caraíva, no sul da Bahia. Rafaela Dias Lima, de 29 anos, foi executada a tiros por um grupo de cinco homens encapuzados enquanto trafegava em uma motocicleta pela região. O ataque, de extrema violência, também deixou ao menos duas pessoas feridas, entre elas uma jovem que não tem envolvimento com atividades criminosas.
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Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, os suspeitos chegaram em alta velocidade, todos armados e com o rosto coberto, e dispararam diversas vezes contra a vítima antes de fugir sem deixar rastros. A Polícia Civil confirmou que Rafaela era investigada por envolvimento com o tráfico de drogas e seria uma das líderes de uma organização criminosa atuante na zona rural de Porto Seguro. No entanto, as autoridades ressaltam que nenhum crime justifica execuções extrajudiciais.
Durante a troca de tiros, uma garota de 18 anos, que passava pelo local no momento do ataque, foi atingida por uma bala perdida. Ela sofreu ferimentos nas costas e na mão esquerda e foi socorrida por moradores até o posto de saúde local. Devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida inicialmente para o Hospital Municipal de Itabela e, posteriormente, encaminhada ao Hospital Regional de Eunápolis, onde permanece sob observação médica.
Há ainda boatos sobre uma possível terceira pessoa ferida durante o episódio, mas até o fechamento desta edição, a polícia não havia confirmado oficialmente essa informação. Equipes do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para realizar a perícia no local do crime e recolher provas que possam auxiliar na identificação dos autores.
O caso está sendo investigado pela Delegacia Territorial de Trancoso. O delegado Dr. Bruno Barreto, responsável pela apuração, afirmou que o trabalho está apenas no início e que todas as linhas de investigação estão sendo consideradas, inclusive o envolvimento de facções rivais no tráfico regional. “Estamos mobilizando todos os recursos disponíveis. Não descartamos nenhuma hipótese, mas precisamos aguardar a conclusão da perícia e ouvir testemunhas”, disse. O clima na Aldeia Xandó é de tensão e medo. Líderes comunitários denunciam a falta de estrutura de segurança pública na região e pedem apoio urgente às autoridades estaduais. Enquanto isso, a população aguarda respostas sobre um crime que, além de ceifar uma vida, colocou em risco inocentes e expôs as vulnerabilidades de comunidades isoladas no interior baiano.









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