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Eleições 2026: Governistas não escondem irritação com o “flerte” entre o prefeito Zé Cocá e ACM Neto

Prefeito de Jequié negocia espaço na chapa majoritária ou vaga na Câmara Federal enquanto cobra obras não entregues por Jerônimo Rodrigues.

O cenário político baiano para 2026 começa a ganhar contornos de tensão, e o nome do prefeito de Jequié, Zé Cocá, tornou-se a peça central de um embate direto entre o governo e a oposição. O que antes era visto como um ensaio de aproximação com o grupo liderado por ACM Neto, agora já é tratado nos bastidores como uma articulação avançada. Cocá deixou de ser apenas um apoio cobiçado para figurar como um nome com envergadura para compor a chapa majoritária como vice ou, em uma via alternativa, fortalecer a disputa por uma cadeira na Câmara Federal. Embora o gestor afirme publicamente que a decisão final só será anunciada no final de março, o tom das conversas reservadas é bem mais pragmático.

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Segundo apurado pelo Blog do Marcelo com o jornalista Matheus Feitosa, do blog Políticos do Sul da Bahia, o prefeito não está focado apenas no pleito de 2026, mas sim em sua sobrevivência política a longo prazo. Antes de oficializar qualquer mudança de lado, Cocá busca garantias sobre qual será seu espaço e suporte dentro do grupo de ACM Neto caso a oposição não saia vitoriosa nas urnas. A movimentação de Zé Cocá é acompanhada por um incômodo crescente no entorno do governador Jerônimo Rodrigues. O Palácio de Ondina investiu capital político para tentar atrair o prefeito, chegando a ventilar publicamente a possibilidade de tê-lo como aliado estratégico no interior e até como possível nome para a vice na chapa governista.

No entanto, a relação começou a azedar devido à cobrança pública de Cocá por entregas concretas para Jequié. O prefeito tem sido incisivo ao reclamar da demora em obras estruturantes, com foco especial na modernização do aeroporto regional. Para aliados do prefeito, os acenos políticos do governo não foram acompanhados pelo ritmo esperado das máquinas no canteiro de obras. O clima de desconfiança atingiu o ápice após o deputado federal Jorge Solla (PT) classificar Cocá como “traidor” em mensagens trocadas via WhatsApp. O ataque direto serviu para expor uma irritação que o governismo tentava manter sob controle: o receio real de perder uma liderança de peso no interior para o principal adversário político do estado.

Caso a migração de Zé Cocá para a oposição se concretize, o impacto irá além da perda de um aliado. Representará uma derrota simbólica para a articulação política de Jerônimo Rodrigues, que gastou energia considerável para manter um quadro que, ao que tudo indica, já mantinha o olhar fixo no horizonte de ACM Neto. Aguardamos o desfecho de março, mas o “andar da carruagem” sugere que o prefeito de Jequié está pronto para atravessar a rua, redesenhando as forças políticas para o próximo ciclo eleitoral na Bahia. Com informações do blog Políticos do Sul da Bahia.



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