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Governo da Bahia e Gol negociam possibilidade da criação de uma nova rota entre Vitória da Conquista e Salvador

Estratégia envolve parceria com a Gol e notificação judicial contra a Azul após redução drástica na oferta de voos.

O cenário da aviação regional no Sudoeste baiano passa por um momento de tensão e movimentações estratégicas. O Governo do Estado da Bahia iniciou uma ofensiva para garantir a conectividade de Vitória da Conquista após o anúncio da Azul Linhas Aéreas de reduzir severamente sua oferta de assentos na cidade. Como alternativa imediata para mitigar o impacto logístico, a gestão estadual avalia a criação de uma rota direta ligando o município à capital, Salvador, utilizando uma aeronave da Gol Linhas Aéreas que já realiza pernoite no terminal conquistense. A proposta ganhou força durante uma reunião realizada em Vitória da Conquista no último dia 15, que contou com a presença do secretário de Turismo do Estado, Maurício Bacellar.  A viabilidade técnica do projeto, segundo apurado pelo Blog do Marcelo, baseia-se na otimização da frota existente, aproveitando o tempo em que o avião da Gol permanece em solo para estabelecer a ligação com a capital baiana sem a necessidade de deslocar novas aeronaves.

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Bacellar garantiu que a ideia será submetida a uma análise rigorosa junto à companhia aérea para validar os aspectos operacionais e econômicos, com a meta de iniciar as operações com quatro frequências semanais a partir do dia 1º de junho.

A reação do governo ocorre em resposta direta ao movimento da Azul, que planeja substituir o atual modelo ATR 72-600, com capacidade para 72 passageiros, pelo Cessna Grand Caravan, que comporta apenas nove pessoas. Essa alteração gerou forte indignação entre lideranças locais e usuários, uma vez que a taxa de ocupação da empresa na região supera os 65%. Diante da mudança, o Estado notificou a companhia e acionou medidas legais fundamentadas no acordo de benefícios fiscais que prevê a desoneração do querosene de aviação em troca da manutenção da malha regional.

O empresário José Maria Alves Caires tem sido uma das vozes mais críticas ao retrocesso no setor, alertando que a substituição das aeronaves representa um prejuízo incalculável para a terceira maior cidade da Bahia. Para ele, a redução da oferta de assentos em um mercado com demanda consolidada e preços de passagens já elevados sufoca o desenvolvimento econômico e a mobilidade. Enquanto a batalha jurídica e administrativa com a Azul prossegue, a expectativa da Secretaria de Turismo é que a nova operação com a Gol consiga manter o fluxo logístico essencial para atender aos moradores e empresários que dependem da rapidez do transporte aéreo entre o interior e Salvador.



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