Defesa de Dinho dos Campinhos alega extorsão e nega prática de “rachadinha” na Câmara de Vitória da Conquista
Em nota oficial, os advogados do vereador afirmam que as acusações partiram de um ex-assessor após suposta tentativa de ajuste financeiro forçado.

A defesa do vereador Givanildo Nunes Pereira, o Dinho dos Campinhos, manifestou-se publicamente sobre a denúncia de prática de “rachadinha” em seu gabinete na Câmara de Vitória da Conquista. Sua defesa classifica o episódio não como um crime cometido pelo parlamentar, mas como um provável caso de extorsão. De acordo com o posicionamento da defesa, o ex-assessor que formalizou a acusação estaria cometendo um ato ilícito. A tese defensiva sustenta que o denunciante teria mencionado que, caso o vereador não efetuasse um “ajuste financeiro” com ele, o parlamentar sofreria as devidas consequências. Em nota, o advogado Ademir Ismerim, representante jurídico de Dinho dos Campinhos, reiterou a total lisura e o compromisso do vereador com a ética e a transparência no exercício de seu mandato. A defesa argumenta que a apuração rigorosa dos fatos é fundamental e necessária, pois servirá para demonstrar a inocência do vereador e o funcionamento regular de seu gabinete.
Continua após a publicidade:
O vereador informou que não tinha conhecimento prévio da totalidade das acusações feitas contra ele. Entretanto, reforçou sua disposição em colaborar com as autoridades competentes para esclarecer qualquer fato que lhe seja atribuído. O caso agora segue sob análise da Corregedoria e da Comissão de Ética da Câmara, além do acompanhamento do Ministério Público, para apurar a gravidade das denúncias apresentadas.

Entenda a denúncia
O vereador Givanildo Nunes Pereira, conhecido como Dinho dos Campinhos, tornou-se alvo de uma denúncia grave de “rachadinha” — prática ilegal que consiste no repasse de parte do salário de assessores para o parlamentar. A acusação foi formalizada por um ex-assessor e já foi encaminhada ao Ministério Público Estadual (MP-BA) e à Corregedoria da Câmara Municipal. De acordo com o material apresentado, o esquema funcionava diretamente no gabinete do vereador. Entre as provas estão áudios onde o próprio parlamentar detalha como deveria ser feito o rateio do dinheiro. Assista a reportagem da TV Sudoeste:
“Olha, eu tenho um acordo com você… você receberia 700 e o outro era você passar para mim”, diz o vereador em uma das gravações enviadas ao servidor. Extratos bancários revelam um padrão: logo após o recebimento do salário, o assessor realizava transferências via Pix para o vereador ou para terceiros indicados por ele. Em um dos casos citados, em fevereiro deste ano, o funcionário recebeu cerca de R$ 3.631,00 (incluindo terço de férias) e transferiu R$ 3.538,00 para o parlamentar, ficando com apenas R$ 93,42 em conta. Estima-se que, ao longo do período documentado, os valores devolvidos somem entre R$ 45 mil e R$ 60 mil.

Investigação na Câmara
A Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista confirmou o recebimento da denúncia por quebra de decoro parlamentar. Segundo a corregedoria, há indícios suficientes de admissibilidade para a abertura de uma Comissão de Ética. Se as irregularidades forem comprovadas, as sanções podem variar de advertências até a perda do mandato. Outro ponto que chamou a atenção nas investigações preliminares foi a evolução patrimonial de Dinho dos Campinhos. Em 2020, o vereador declarou não possuir bens à Justiça Eleitoral; já na eleição mais recente, seu patrimônio declarado saltou para R$ 220 mil. Com informações da TV Sudoeste.










@vitoriadaconquistanoticias
Grupo WhatsApp