A Tarde

O secretário municipal do Planejamento, Tecnologia e Gestão (Seplag), Reinaldo Saback, disse que a Polícia Militar será convocada caso os 6.671 servidores da Prefeitura de Salvador, em greve desde o dia 7 de julho, continuem impedindo outros servidores de ingressarem nos locais de trabalho.
O Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps) recebeu no final da manhã desta quinta-feira, 14, a notificação da liminar expedida pela 5ª Vara de Fazenda Pública que declarou a greve ilegal. Mesmo após a notificação, os sindicalistas avisaram que manterão a greve. Reinaldo Saback afirmou que a paralisação já comprometeu a composição da folha de pagamento e que não há mais como evitar o atraso no depósito dos salários dos servidores.
“Os funcionários da Seplag não puderam fazer este trabalho, porque trancaram os portões com cadeados e correntes. Se insistirem, chamaremos a polícia. Estão desrespeitando decisão judicial”, disse Saback, que garantiu o corte de ponto dos servidores que não comparecerem ao trabalho hoje (sexta). “A partir deste momento (que a Justiça declarou a greve ilegal), temos o dever legal de cortar o ponto”, comentou o titular da Seplag.
A diretora do Sindseps, Beatriz Rosa, em oposição, disse que a greve apenas será encerrada caso haja decisão neste sentido na assembleia desta sexta, 15, às 16h, no Ginásio dos Bancários (Aflitos). “Só recuaremos se houver deliberação da assembleia, que é soberana. Devemos fazer o contraditório, uma vez que o movimento está forte”, disse.
Quanto à realização de piquetes em frente aos postos de trabalho, disse que “a persuasão e o convencimento fazem parte do movimento”. A juíza Mariana Varjão Alves Evangelista, no texto da liminar, considerou a greve ilegal por dificultar, inclusive, “oacesso dos veículos que executam serviços públicos essenciais e inadiáveis, inclusive ambulâncias para fins de abastecimento”.
Transtornos – Nesta quinta, soteropolitanos sofriam na busca por atendimento em órgãos que prestam serviços considerados essenciais, a exemplo das unidades de saúde. Ao contrário do acordado entre a prefeitura e o Sindseps, a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) e a Gerência de Trânsito da Transalvador (Getran) não mantiveram o efetivo de 30% e fecharam as portas.












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