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Dilma minimiza Datafolha e diz que pesquisa é “momento”

do Terra

As críticas à oposição, o destaque à própria trajetória e às conquistas sociais do governo, além do comprometimento com a geração de emprego e renda marcaram a manifestação da pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, neste sábado no Colégio Rosário, em Porto Alegre, em seu último compromisso público no Rio Grande do Sul, onde ela cumpre roteiro desde a quinta-feira. Apesar da insistência dos jornalistas, Dilma não quis comentar os números da última pesquisa do Datafolha, publicada neste sábado no jornal Folha de S. Paulo, e na qual ela aparece 10 pontos atrás do pré-candidato do PSDB, José Serra. “Não vou falar sobre isso porque vocês já sabem minha opinião sobre as pesquisas. Elas refletem um momento.”

Candidata do PT à Presidência acenou para a imprensa em Porto Alegre

Para um auditório lotado com representantes de movimentos sociais e de centrais sindicais, a ex-ministra, que nos dois dias anteriores havia cumprido agenda com empresários em Porto Alegre e em Caxias do Sul (defendendo a reforma tributária, a desoneração fiscal e a política de crédito como incentivo aos investimentos) lembrou de sua atuação durante a ditadura militar e deu um tom emotivo ao discurso. “Vou repetir para vocês aqui: eu não fujo quando a situação fica difícil. Mas não estou me referindo à ditadura.” Em seguida, Dilma relatou seu depoimento sobre o tema ao Senado, e a ocasião na qual um senador disse que ela teria mentido. “Eu respondi: senador, diante da tortura, quem não mente e entrega os seus?” Foi ovacionada pelo auditório, que passou a entoar: “Dilma guerreira da pátria brasileira.”

A pré-candidata também não poupou críticas aos adversários na eleição. Em alusão clara ao PSDB e seus aliados e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afirmou que jamais vai pedir que esqueçam o que ela disse, que “não entrega” seu país e que nunca vai compactuar com a visão do Estado “omisso e diminuto.” “Vocês jamais me verão transformar o Estado em uma marionete. Também não traio os interesses do povo do nosso país. E há mais uma coisa que me distingue: eu respeito os movimentos sociais.” Dilma ainda fez questão de lembrar que adversários já denominaram o Bolsa-Família de bolsa-esmola. “Não quero polemizar, mas considero muito interessante esse novo ‘vestido’ da oposição. Se achavam nossos programas bons, por que estão há sete anos e meio na oposição?”

Para além das polêmicas sobre as comparações relativas às biografias dos candidatos e às gestões de FHC e Lula, mas também em tom de comício, a pré-candidata se comprometeu com o aumento dos níveis de emprego e com mais melhorias nas condições de vida. “Defendo que democracia é também a capacidade de incorporar 190 milhões, é casa, celular, computador e comida para todos os brasileiros.”



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