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Bombeiro se apresenta e alega que matou policial militar em “legítima defesa” durante briga em bar

A Tarde
Sérgio Viegas (à direita) e o advogado Paulo Pires

O soldado do Corpo de Bombeiros Sérgio Viegas, de 36 anos, confirmou nesta terça-feira, 23, ser o autor dos disparos que mataram o sargento PM José Evandro Pereira, 48, na última sexta, no Alto de Ondina. Ele disse que se apresentaria à Corregedoria da PM, na Pituba, acompanhado de seu advogado, Paulo Pires.

Alegando “legítima defesa”, o soldado afirmou ter atirado durante luta corporal e que “não tinha noção” que havia alvejado o colega. “Ele estava transtornado. Ou era ele ou era eu”, declarou Sérgio, contando que José teria sacado a arma primeiro.

“Eu estava no bar, bebendo, quando ele chegou transtornado, dizendo que meu carro estava atrapalhando a manobra dele”, afirmou, dizendo que até foi ao local onde estava seu veículo, mas o próprio carro do sargento o impedia de tirá-lo do local.

“Pensando em evitar o pior, eu retornei. Foi quando ele foi em sua residência e voltou me agredindo”, conta. Segundo ele, após ser agredido verbalmente, ter desviado de um murro do sargento, e José ter sacado a arma, ele pegou a sua e abriu fogo. “Não sabia se ele tinha sido atingido ou não”, disse, salientando que ficou abalado com a situação.

Bombeiro há 14 anos, Sérgio afirma que nunca esteve envolvido em nenhum processo administrativo e que foi a primeira vez que atirou contra uma pessoa. De acordo com ele, sua família não tinha proximidade com o sargento. “Ele só era conhecido de bairro”.

Sérgio garante ainda que prestará todos os esclarecimentos à Justiça e que lamenta pelo fato. “Eu fico muito triste pela família. Só quem perde são os familiares”.

Família abalada – Os familiares da vítima falaram que bombeiro queria “se mostrar” para amigos e que por isso iniciou a briga com José, resultando no homicídio.



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