Tribuna da Bahia

Enquanto no bloco de oposição da Assembleia Legislativa há dificuldades para se lançar nomes ao cargo de líder, na base do governo, embora o processo capitaneado pelo governador Jaques Wagner (PT) só aconteça a partir de janeiro, alguns nomes já começaram a surgir para o páreo.
Até o momento, os petistas são os mais cotados para substituírem o atual líder Waldenor Pereira (PT), que foi eleito para Câmara Federal. Nos bastidores do Legislativo são citados como parlamentares possíveis a assumirem o comando da bancada, o líder do PT, Paulo Rangel, e os deputados Zé Neto e Yulo Oiticica.
No entanto, os novatos Joseildo Ramos e Zé Raimundo também devem surpreender. O certo é que a tendência de gigantismo na base governista na AL deve permitir um maior leque de possibilidades na escolha daquele que irá defender as ações do poder estadual na Casa.
Especula-se que o grande desafio será o de definir um nome que tenha jogo de cintura e tranquilidade para comandar a base que historicamente poderá ser a maior do governo, reunindo até 13 partidos, em torno de 50 deputados. Cogitado para o posto, o deputado Zé Neto negou: “Não tenho me movimentado nesse sentido. Mas, independente de ser líder ou não, continuarei a defender de forma contundente o governo”, enfatizou.
Segundo Zé Neto, não dá pra antecipar a escolha, que irá depender muito de Wagner. “Inclusive ele sempre nos fala: – Cada coisa em seu tempo. E esse é um processo que o governador só irá mexer em janeiro”, disse.
No entanto, apesar de descartar a possibilidade, o petista, em entrevista à reportagem da Tribuna da Bahia fez questão de exaltar as características necessárias à liderança do governo na Assembleia. “O líder é uma posição muito próxima do governador, portanto alguém que irá intermediar as questões. Essa pessoa deve ser alguém que tenha fidelidade, habilidade e muita paciência. Ninguém pode ser líder radicalizando no discurso”, sugeriu.
Além de Zé Neto, aparece no grupo de 14 deputados do PT, o líder Paulo Rangel, reeleito para o terceiro mandato. Rangel tem como fortes aliados dentro da sigla a deputada Fátima Nunes e o deputado J. Carlos. Dos veteranos aparecem ainda os deputados Yulo Oiticica, Bira Coroa e Neusa Cadore.
Novato na AL, mas experiente na vida pública, o deputado eleito Joseildo Ramos (PT) disse que esse processo ainda está na esfera da especulação. Perguntado se haveria possibilidade de se candidatar, o novo deputado afirmou que prefere deixar a questão a cargo dos mais antigos.
Além de Joseildo, outro deputado eleito que chega à Assembleia pela primeira vez já como um dos citados para liderança é o ex-prefeito de Vitória da Conquista, José Raimundo Fontes (PT).
Nome forte fora da linha do PT, o atual vice-líder governista, deputado Álvaro Gomes (PCdoB), também é citado nas conversas de corredores da Assembleia.
Sanches pode comandar oposição
Enquanto os veteranos da oposição na AL – conforme antecipado em matéria da Tribuna da Bahia – ainda relutam em pleitear a liderança do bloco para a próxima legislatura, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, o deputado eleito Alan Sanches (PMDB) anunciou ontem que pode encarar o desafio.
Sanches disse que pretende iniciar o mandato disposto a fiscalizar e cobrar do governo ações efetivas em áreas como a da segurança pública, reivindicando medidas para solucionar, principalmente, a “precarização das delegacias da capital e do interior”. Sanches, que é ligado ao deputado federal Geddel Vieira Lima, adversário do governo petista, diz que não quer entrar na disputa pelo bate-chapa, mas se coloca à disposição.
“Não quero culpar o atual governador pelo caos em que se encontra a segurança pública, mas, indo para o quinto ano de mandato consecutivo, já se faz necessário que Wagner apresente uma proposta de reformulação da segurança pública e dê ênfase ao sistema carcerário em todo o estado”, defendeu.









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