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Jaques Wagner empenhado em remover nome do filho de ACM do Aeroporto Internacional de Salvador

Tribuna da Bahia

“A substituição do nome do Aeroporto de Salvador, que homenageava o Dois de Julho, maior movimento pela Independência da Bahia e, quiçá, do Brasil, foi indevida. Nenhum homem substitui a saga de um povo”, afirma o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), em resposta à Terra Magazine.

Em apoio ao Projeto de Lei nº. 6.106, de autoria do petista Luiz Alberto, ele articula o retorno ao antigo batismo, alterado após a morte do ex-presidente da Câmara Luís Eduardo Magalhães, vítima de um ataque cardíaco em 1998.

Numa movimentação diplomática, o governador enviou um emissário para convencer a família do filho de Antonio Carlos Magalhães. Apesar de admitir equívocos na homenagem a Luis Eduardo, de estilo mais discreto que o do pai e bem relacionado com a esquerda, a família se posiciona contra a campanha petista, por entendê-la hostil à memória da liderança do antigo PFL (atual Democratas).

Na Bahia, a esquerda define a retirada do nome de Luis Eduardo como um reparo histórico a uma lei aprovada no Congresso durante o auge do poder federal de ACM, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Os Magalhães veem “revanchismo” e reconhecem a permanência de velhos rancores políticos no estado.

A expectativa ontem, inclusive, era que o Projeto de Lei 6.106/2002, que volta a denominar o aeroporto como Dois de Julho, fosse analisado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal. Há exatos 30 dias, o relator do projeto, deputado Rui Costa (PT), deu parecer favorável à aprovação do projeto.

Na avaliação de Alice Portugal, com a entrada do governador Jaques Wagner nas articulações em prol da aprovação da matéria, “possivelmente vai haver rapidez”. A Comissão de Educação e Cultura será a primeira a analisar o projeto, que ainda será avaliado por outras comissões na Câmara.



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