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Operação Compliance Zero: Jaques Wagner teria prometido à Lula que não estava envolvido, diz colunista

Líder do governo no Senado, Jaques Wagner é alvo de buscas e Planalto tenta conter desgaste político diante de novos desdobramentos da Operação Compliance Zero.

O Palácio do Planalto já vinha desenhando uma estratégia de contenção de danos antes mesmo de a Polícia Federal bater à porta de um dos principais pilares do governo no Congresso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia sido alertado por seu núcleo político sobre a possibilidade real de que as investigações da Operação Compliance Zero avançassem sobre nomes de sua estrita confiança. A confirmação desse cenário veio com o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner, atual líder do governo no Senado e um dos conselheiros mais longevos do presidente. Nos bastidores de Brasília, a postura adotada por Lula foi a de blindar a imagem da Presidência por meio do fortalecimento do discurso de independência institucional. Ministros e interlocutores próximos relatam que o presidente passou a repetir exaustivamente que a Polícia Federal possui total autonomia para conduzir seus trabalhos e que qualquer cidadão investigado tem o dever de prestar os esclarecimentos necessários à Justiça. Essa narrativa de distanciamento e respeito aos ritos legais repete a fórmula utilizada pelo mandatário quando o nome de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, foi mencionado em apurações que envolviam supostas irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social.

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Antes que a operação ganhasse as ruas, Lula e Jaques Wagner tiveram uma conversa direta sobre o teor das suspeitas, segundo informado pela colunista Mônica Bergamo. No encontro, o parlamentar baiano buscou tranquilizar o chefe do Executivo, assegurando que não possui qualquer envolvimento direto com as fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master. Contudo, segundo apurado pelo Blog do Marcelo, a preocupação do núcleo duro do governo reside no inevitável desgaste político e na perda de discurso ético que o episódio acarreta, especialmente em um período de forte sensibilidade eleitoral.

Presidência não vai interferir na PF

Até então, o governo utilizava o caso para desgastar a oposição, explorando gravações em que o senador Flávio Bolsonaro aparecia solicitando apoio financeiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Com a entrada de Wagner no foco das investigações, o Planalto perde o monopólio da narrativa de integridade e passa a dividir o peso do escândalo com os adversários. Diante disso, a ordem direta de Lula aos seus auxiliares é manter a postura de não interferência, permitindo que a corporação siga as linhas de investigação necessárias, independentemente de quem seja alcançado.



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