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Governo do Estado silencia sobre sequestros em curso na Bahia

Jornal da Mídia

Incapaz de dar segurança à população, o Governo do Estado prefere silenciar e fingir que tudo está bem.

Layse Borges, 31 anos, libertada após 65 dias de sequestro, mediante pagamento de resgate de R$ 300 mil

O Governo do Estado precisa explicar se realmente ordenou à Secretaria de Segurança Pública a manter segredo sobre casos de sequestros que estariam ocorrendo na Bahia. Ao invés disso, deveria ter alertado a população para tomar cuidado contra a mais recente técnica da bandidagem.

É isso mesmo. Vários casos de sequestros estariam em curso e outros teriam sido resolvidos porque polpudos resgates teriam sido pagos. As vítimas preferenciais seriam empresários e seus familiares. Os casos não são de sequestros-relâmpago, mas de longa duração, com as vítimas mantidas em cárcere privado por vários dias.

Comenta-se que empresários têm adotado medidas de segurança para proteção de suas famílias porque sabem que a população baiana está entregue à própria sorte.


Incapaz de dar segurança à população, o Governo do Estado prefere silenciar e fingir que tudo está bem. Os sequestradores agradecem porque assim podem agir com mais desenvoltura e usar o elemento surpresa para fazer cada vez mais vítimas.

Uma delas foi libertada na madrugada desta terça-feira. Sequestrada há 65 dias, Layse Borges, 31 anos, só foi libertada porque seu pai teria pago resgate de R$ 300 mil. A vítima é filha do empresário Nilson Borges, proprietário da rede Codical de distribução de alimentos. A ação dos bandidos aconteceu no bairro de Pirajá, em 23 de maio, quando ela saía do estacionamento da empresa.

Será que foram os ditos sequestros que levaram o governador Jaques Wagner a optar por circular de helicóptero e deixar de lado o veículo blindado que usava nas ruas de Salvador?



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