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Em palestra ontem na ABTA-2011, feira e congresso de TV paga que acontece em São Paulo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou que o governo federal quer dobrar o número de assinantes de TV paga no país até 2015.
Segundo Bernardo, a meta é ampliar a a atual taxa de penetração de TV paga, dos atuais 18%, para 32% daqui quatro anos. Isso quer dizer que hoje, de cada 100 residências, 18 têm TV paga. Se a previsão do governo Dilma ocorrer, em 2015 serão 32 casas com TV por assinatura a cada 100. O país passaria a ter 22 milhões de assinantes _hoje são 11 milhões.
Bernardo disse que a meta do governo está atrelada a novas regulamentações (como a aprovação do PLC-116, que permite a exploração de TV a cabo pelas telefônicas) e a políticas de fortalecimento da indústria nacional, como a redução de impostos, o que deverá resultar na oferta de pacotes mais baratos.
“Ainda não atingimos nem de perto o nosso potencial de crescimento na TV por assinatura”, disse Paulo Bernardo, referindo-se ao fato de a TV paga ter crescido 30% em 2010 e 13% no primeiro semestre de 2011. Apesar de a penetração da TV paga já ter atingido 18%, ainda é pequena em comparação com países da América Latina, como México, Chile e Argentina.
A regulamentação do setor de TV paga é um dos temas dominantes da ABTA-2011, que vai até amanhã. Programadoras estrangeiras, como HBO, Fox, Turner e Discovery, boicotaram o evento. Não montaram estandes no pavilhão do Expo Transamérica, em São Paulo, em resposta ao fato de a ABTA, desde o ano passado, apoiar a aprovação do PLC-116, que cria cotas de conteúdo nacional na TV paga.
Em seu discurso na abertura da feira, o ministro Paulo Bernardo defendeu a regulamentação do setor como um fator de crescimento. “A desregulamentação excessiva foi responsável pela crise econômica mundial de 2008”, lembrou. Já Alexandre Annenberg, presidente-executivo da ABTA, falou em “autorregulamentação do setor”.












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