Assessoria Parlamentar
O documento nº 041/2011 foi encaminhado também ao ministro da Educação, Fernando Hadad, e ao governador da Bahia, Jaques Wagner.
O deputado federal Waldenor Pereira (PT-BA), encaminhou ofício à presidenta da República, Dilma Roussef, subscrito pelos três senadores baianos (Lídice da Mata, Walter Pinheiro e João Durval) e pelos demais 38 deputados (39 com ele) que compõem a bancada federal baiana, solicitando que seja incluída no rol das novas universidades a serem instaladas na Bahia a criação da Universidade Federal do Sudoeste, com sede no município de Vitória da Conquista. Hoje (10), o parlamentar fez a defesa do pleito junto ao secretário Nacional de Educação Superior do Ministério da Educação, Luís Cláudio, em reunião com presença de 20 deputados da bancada.
O documento nº 041/2011 foi encaminhado também ao ministro da Educação, Fernando Hadad, e ao governador da Bahia, Jaques Wagner. No ofício Pereira expõe os motivos e argumentos em defesa da Universidade do Sudoeste da Bahia, a começar pelo fato do presidente Lula, em ato público realizado em Vitória da Conquista no ano de 2005, com a presença do ministro Fernando Haddad, para autorizar a criação de um Campus da Universidade Federal da Bahia, que recebeu o nome do educador baiano Anísio Teixeira, anunciou que o Campus representava “o embrião da criação, no futuro, da Universidade Federal do Sudoeste da Bahia”.
Segundo o deputado, o Campus Anísio Teixeira já recebeu mais de 30 milhões de investimentos para suas instalações físicas e laboratoriais, realizou concursos públicos para a contratação de professores e servidores técnicos, se consolidando numa Unidade Universitária, que hoje já oferece seis cursos de graduação, um mestrado e um doutorado na área de saúde, contando com aproximadamente 1.700 alunos matriculados e com previsão de criação de outros vários cursos dentro do programa Reuni do Ministério da Educação.
De acordo com o INEP, em 2009, citou o deputado, “a Bahia possuía 230 mil 936 alunos matriculados no ensino superior, representando uma baixa taxa de escolarização superior de 11,54%, principalmente quando considerada o reduzido número de matrículas das Instituições Públicas de 29%, totalmente incompatível com as perspectivas de desenvolvimento do estado”.
Comparando a realidade baiana com a situação de outros estados e mesmo com a taxa de escolarização superior do Brasil, que já ultrapassa o patamar de 15%, ele considera que o quadro da Bahia ainda é mais dramático, já que as matriculas em instituições federais representam apenas 13% do total e somente 20% das mesmas se realizam no interior. “Diante de um quadro totalmente adverso o desafio está posto. Ou a Bahia amplia o número de vagas no Ensino Superior, principalmente através das Universidades Públicas, ou o seu desenvolvimento, em médio prazo, estará comprometido”, sentencia
Reconhecendo o esforço já realizado pelo governo federal para melhorar e ampliar o ensino superior, Waldenor Pereira chama atenção para a importância socioeconômica do sudoeste da Bahia, que se desponta como uma das regiões mais prósperas do estado, com a previsão de significativos investimentos públicos e privado, como a construção da ferrovia Oeste-Leste; as explorações minerais de minério de ferro, urânio, magnesita, betonita, dentre outros minerais; energia eólica; construção de rodovias e aeroportos e também para o fato de que o governo da Bahia mantém com sacrifícios orçamentários quatro universidades estaduais.












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