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CPI de Ronaldinho pode ser confirmada hoje em Porto Alegre

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A secretária de Educação da capital gaúcha irá depor sobre os anos de convênio com o Instituto do jogador, no qual foi disponibilizado cerca de R$5,7 mi.

Vereadores querem que Assis, irmão de Ronaldinho, explique onde foi parar o dinheiro

Esta tarde promete cair como uma bomba nos bastidores da base governista da prefeitura de Porto Alegre. A secretária da Educação, Cleci Jurach, depõe na Câmara de Vereadores sobre os três anos de convênio com o Instituto Ronaldinho Gaúcho, no qual a Smed (Secretaria Municipal de Educação) disponibilizou em verbas cerca de R$ 5,7 milhões – incluído um contrato do instituto com o governo federal, em 2008.

Dez vereadores já assinaram o documento de solicitação da CPI do Instituto Ronaldinho Gaúcho. Faltam duas assinaturas. E o objetivo da oposição parece estar próximo: os vereadores Reginaldo Pujol (DEM), Alceu Brasinha (PTB) e Luiz Braz (PSDB) formalizaram ontem que assinarão o pedido em conjunto.

“Acabo de acertar. O Tarciso Flecha Negra também deve estar conosco. Mas ouviremos a secretária antes de assinar o pedido”, revelou Pujol.  Quando perguntado sobre os contratos da prefei tura com Roberto Assis Moreira, irmão de Ronaldinho Gaúcho, Pujol foi claro: “Assis não é confiável”.

O vereador Tarciso, ex-jogador do Grêmio, segue a mesma linha. “Quero perguntar para a secretária o motivo de ela dar R$ 4,3 mil por dia ao Assis. Se com quatro, cinco bolas de futebol eu fazia um belo trabalho beneficente, imagina com cem bolas?”, perguntou, referindo-se ao total de bolas de futebol repassadas ao IRG pela prefeitura.

Descrente

O vereador Pedro Ruas (PSOL) assinou a solicitação de CPI, mas não acredita em um desfecho favorável. “A base do governo e essa legislatura tem um histórico de recusa às CPIs. A da Saúde, no primeiro semestre, foi uma vergonha. É esperar para ver. Aparentemente, há mau uso de dinheiro público”, finalizou acerca dos contratos do IRG com a Smed.



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