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Em Iguaí, 300 famílias são pegas de surpresa com a demissão coletiva na Azaleia/Vulcabrás

Blog Veja Iguaí

Alguns trabalhadores afirmam que não podem se mudar para Itapetinga, para manter empregos, conforme proposto pela companhia.

"Ganhei um presente de Natal da Azaléia: uma demissão", Elina Benedictis ex-operária calçadista

Nesta sexta-feira a empresa calçadista Vulcabrás/Azaleía fechou mais de cinco filiais na região do sudoeste do estado da Bahia – totalizando mais de 10% dos funcionários em todo estado. Muitos deixaram as filiais chorando pela falta de perspectiva de emprego no curto prazo.

Em Iguaí-BA, a 497 km de Salvador, os funcionários da Azaléia foram surpreendidos com notícia de demissão ou transferência para matriz, em Itapetinga, com transporte pago pela empresa. Porém, mesmo com a opção de transferência para Itapetinga, muitos choram compulsivamente.


“Não posso ficar indo de Iguaí para Itapetinga são quatro horas de viagem. Duas para ir, duas para voltar e mais oito horas de trabalho! Como vou cuidar das minhas filhas com uma jornada de 12 horas dedicadas somente ao serviço?” – desabafou Fernanda, ex-operária calçadista.

O principal medo, de quem tem inclinação em aceitar a transferência para Itapetinga, é de acontecer o mesmo que ocorreu no Rio Grande do Sul: a empresa alegar que o custo da produção era maior do que custo e falta de incentivo fiscal que viabilize a concorrência com os importados. Há ainda quem fale em falência da Azaléia Nordeste. “Meu marido não vai pra Itapetinga. Ele acha que lá vai fechar também e se lá decretar falência não vai pagar ninguém” – disse Maria Cardoso esposa de ex-funcionário da Vulcabrás.

Em clima de decepção, frustação e desgosto ouvia-se muitas reclamações dos governos federal, estadual e municipal. “Meu sentimento é desolação e decepção com o governo municipal de Iguaí e estadual. Minha vida está aqui como as dos meus colegas e ninguém faz nada!”, afirmou Carlos Silva, que trabalhava a empresa há mais de 3 anos, é casado e tem dois filhos.

Em comunicado para imprensa, Vulcabrás/Azaléia, informa que a decisão foi tomada baseada em estudo econômico. Nesse estudo, sem sobra de dúvidas, indica a concorrência dos importados, falta de incentivo fiscal, custo de produção.



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