O Dia
Luma de Oliveira já admitiu que não consegue ficar longe do Carnaval carioca. Os anúncios de saída da folia em anos passados nunca vingaram. Este ano, porém, aquela que é vista por muita gente boa como uma das embaixadoras da Sapucaí será eternizada na história de uma das maiores festas do mundo. A Estácio de Sá vem com o enredo ‘Luma de Oliveira: Coração de um País em Festa!’ e a homenagem já animou a ex-modelo a voltar em 2013 como rainha de bateria de alguma escola.
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Na entrevista a seguir, além de Carnaval, Luma confidenciou que tem estoque de calça da Gang em casa – “Tá bonita? Então pronto, não importa onde você comprou” -, falou de seu amor pelos filhos Thor e Olin, a quem ela defende como uma leoa, e da relação com seu ex-marido, Eike Batista, muito bem sintetizada na frase que dá título a esta entrevista.
Leo Dias: Luma, você está mais magra. O que anda fazendo?
Luma: O mesmo de sempre: corrida, caminhada na areia, caminhada na Lagoa… porque aqui no Rio a gente tem que fazer isso cedo. Ou faz às 8h da manhã ou à noite. Eu faço dois turnos. Faço musculação e depois vou andar.
Leo Dias: Há um tempo você disse que tinha cortado a sobremesa da sua dieta…
Luma: Agora, eu como sobremesa. Como porque senão fico muito magra. Eu estava com 67 quilos, agora estou com 63. Tenho que ficar com esse peso atual. Adoro pedras nas roupas e, quando a gente está mais magrinha, pode ir colocando os adereços porque o corpo fica com o volume certo. Se eu estiver com o peso normal, fico parecendo uma leoa e vou fazer par com o leão da Estácio de Sá.
Leo Dias: Por falar em roupa, você usava muito as calças da Gang, né? Ainda usa?
Luma: Uso. Tenho um estoque tão grande que acho que dá pra mais dois anos.
Leo Dias: Tem muito preconceito em relação à marca, porque é popular e deixa as mulheres mais boazudas, né?
Luma: Eu acho que sou uma pessoa popular e não tenho nada contra mulheres boazudas. Os homens adoram mulheres gostosas, então eu não entendo o preconceito de algumas mulheres acharem a calça vulgar.
Leo Dias: É surpreendente para as pessoas ver a ex-mulher de Eike Batista, um dos homens mais ricos do mundo, usando uma calça da Gang…
Luma: Eu sempre usei. Saia, calça, short. E o Eike é uma pessoa de bom gosto, sabe o que deixa uma mulher bonita. Não importa a quantidade de dinheiro que a pessoa tem ou deixa de ter. Tá bonita? Então pronto.
Leo Dias: Foi uma surpresa para você ser tema de uma escola? Você pensou duas vezes pelo fato de a Estácio ser do Grupo de Acesso?
Luma: Não pensei duas vezes, não. Pelo contrário. A Estácio pode estar no Grupo Especial ou no de Acesso que ela vai continuar sendo uma escola que fala por si. É a primeira escola de samba, tem uma das melhores baterias e é uma escola de bambas. Me preocupou mais a forma como essa história seria contada, como seria a evolução desse enredo. Fui, então, chamada pela escola para conversar, em março. A surpresa foi porque ainda não deixei o Carnaval pra ser homenageada, acho que ainda tenho algo assim…
Leo Dias: Borogodó…?
Luma: É (risos). E se você conta a história do Chico Buarque ou da Bibi Ferreira, você fala das obras deles. Não sou cantora, não tenho uma obra como Tom Jobim teve, trabalhei muito tempo como modelo e isso talvez ficasse um pouco previsível na Avenida. Em vez de contar que nasci em Friburgo, que eu tinha uma cabritinha chamada Brigitte… (risos), o carnavalesco (Marcus Ferreira) teve uma grande ideia, que é como se grupos folclóricos de todo o Brasil viessem ao Rio para me ver passar.
Leo Dias: Sua história no Carnaval já se encerrou?
Luma: Não, acho que não. É muito doído falar “é meu último ano”. Há três anos, eu disse que era minha última vez como rainha, quando saí na Porto da Pedra. E aí veio essa surpresa. É uma forma de estar na Avenida. Quem sabe se depois não faço um curso para ser a segunda porta-bandeira? A primeira, não, porque vale nota. Adoro a Sapucaí. Esse ano tenho a responsabilidade de ser também o enredo da escola.
Leo Dias: Você ajudou a escola financeiramente?
Luma: Não ajudei, mas, se precisasse, eu ajudaria.
Leo Dias: Você sempre foi contra rainhas que pagam para desfilar na escola. Você recebeu, de fato, uma proposta da Mocidade com a condição dessa contrapartida?
Luma: O Paulo Vianna me ligou e eu disse a ele que tinha um problema. Conversamos no dia 24 de outubro, perguntei a ele o dia do desfile da Mocidade e ele me respondeu que será no domingo. Eu disse que era enredo no sábado de Carnaval. Ele até brincou, “pede pra sair num carro, sentada”, mas acabou entendendo. Mas já ajudei a Tradição. Houve um ano em que os ritmistas chegaram na Avenida apenas com a parte de baixo da roupa porque não puderam pagar a fantasia. No ano seguinte, eu disse “deixa comigo”.
Leo Dias: Mas você ficou irritada com as declarações dele a respeito de contrapartida financeira na Mocidade?
Luma: Não houve nada disso. Nós conversamos e eu disse que, se fosse na segunda, eu até sairia. Nunca tive uma segunda chance na vida em nada. Tive essa chance pela primeira vez com a Mocidade, mas já tinha assinado com a Estácio. Tenho uma dívida emocional com a Mocidade e tive a chance de deixar aquela história clara, de me redimir (Luma deixou o posto de rainha de bateria da Mocidade às vésperas do desfile, no Carnaval de 2004).
Leo Dias: Então a gente pode esperá-la na Mocidade em 2013?
Luma: Pode ser. Ou até quando eu aguentar.
Leo Dias: Você acha que é um ano fraco em termos de rainhas de bateria?
Luma: Sabe quem se sai muito bem? A Sabrina Sato. Tem carisma, samba e simpatia. Sinto falta da Adriane (Galisteu), que é uma mulher muito bonita e já estava bem entrosada com a bateria da Tijuca.
Leo Dia: Mas não faltam bons nomes? Nomes que causam rebuliço na Sapucaí?
Luma: Cada uma tem um estilo. Viviane Araújo tem um estilo bacana, ela samba, toca tamborim. Luiza Brunet também é linda e está na Avenida há anos. Cris Vianna, ano passado na Grande Rio, foi impactante.
Leo Dais: E a Ana Furtado?
Luma: É uma surpresa.
Leo Dias: Mas vi a Ana no ensaio técnico e fiquei chocado. Ela samba muito.
Luma: Viu? As pessoas também fizeram isso com a Sabrina.
Leo Dias: Você está namorando?
Luma: Estou. Eu sou estável! (Luma namora o engenheiro João Henrique Lemos Lucidi).
Leo Dias: E você tem saído pouco?
Luma: Adoro o Centro da cidade. Mas a gente viaja muito, vai ao cinema, faz esporte… Não somos muito de noite.
Leo Dias: Você se casaria de novo?
Luma: Acho que não. Namoramos há três anos já, ele mora num apartamento perto da minha casa. A gente se vê nos finais de semana. Nós viajamos e nos damos muito bem.
Leo Dias: O Eike também não casa, né? Tem um dedo de Luma ali, o amor eterno dele?
Luma: Sempre vai ter um amor dele pra mim e de mim pra ele. É meu vizinho, inclusive. O amor que nos une são dois diamantes chamados Thor e Olin, o que faz com que a gente sempre se aproxime e tenha um carinho imenso um pelo outro. A gente passa Natal juntos, aniversário…
Leo Dias: E por que ele não se casa de novo?
Luma: Ah, mas aí você tem que perguntar pra ele (risos).
Leo Dias: O Thor está sempre na mídia. Tem essa história de ele estar tomando bomba e a entrevista na ‘Veja Rio’…
Luma: O Thor é um garoto, ele só é muito grande. Ele tem 20 anos. Ia fazer uma sociedade para abrir uma boate chamada Pachá e a imprensa caiu em cima. Não é porque eu sou mãe, não, mas ele é lindo, é inteligente e aí quiseram achar algum problema. Como é muito grande, começaram a dizer que toma bomba.
Leo Dias: E ele disse na entrevista que nunca leu um livro…
Luma: Ele foi ingênuo ao dizer aquilo. Ele nunca pegou um livro inteiro, mas ele lê na Internet, ele é um menino caseiro, inteligente. Mas ele ficou muito exposto. Ele estava divulgando a boate, não apareceu por aparecer.
Leo Dias: E o Olin também está diferente, né? Ele era gordinho e agora está magro.
Luma: Meu bebê! Ele cresceu, virou DJ, emagreceu, faz ginástica duas vezes ao dia. Eike tem dois filhos. O Thor trabalha com ele e o Olin segue o caminho da música. Mas o Eike fez a gracinha de falar “meus filhos vão fazer o que eles quiserem, se quiserem tocar flauta, vão tocar flauta”. E o Olin perguntou “Cadê a flauta? Quero tocar flauta”.
Leo Dias: Você se arrepende de ter se separado?
Luma: A gente teve o tempo certo. Tempo do amor, tempo dos acertos e tempo da separação. Quem vê nós quatro juntos percebe que somos uma família muito unida, mesmo com a separação.
Leo Dias: A separação foi, então, a melhor coisa para a felicidade de vocês…
Luma: Isso pode ser dito em relação a mim e ao Eike, mas os meninos sofreram muito. Eu sofri, Eike sofreu, os meninos sofreram demais. Levamos tempo para ficar de pé. De vez em quando, a gente se pergunta se está tudo bem, mas estamos, sim. O Eike está sempre por perto.
Leo Dias: O amor ainda existe, então? Um amor diferente, talvez…
Luma: O amor ainda existe, mas não é esse amor programado para se amar. É um amor infinito, eu digo que o Eike é meu infinito particular. É minha família, o homem que me deu dois filhos, me dou muito bem com a família dele. Os meninos vão sair na escola comigo, falei com ele que ia ser enredo, ele comemorou “oba!”. Então, eu torço por ele e ele, por mim.









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