O Dia
A coluna morre de amores por Sabrina Sato e não poderia deixar de reconhecer a importância da japa para a Vila Isabel, que, muito merecidamente, conquistou o título de melhor escola do Carnaval 2013. Na entrevista, Sabrina faz uma comparação de seus três anos à frente da bateria da Vila e revela que sua afinidade com os ritmistas hoje é bem melhor.
“O entrosamento é muito maior. E criei mais comprometimento com a escola também”, conta a rainha de bateria da Azul e Branca. No papo, ela fala da diferença entre o Carnaval do Rio e o de São Paulo — Sabrina é madrinha de bateria da Gaviões da Fiel — e diz que continuaria na agremiação carioca mesmo sem o posto atual. “Vou continuar desfilando na Vila mesmo quando não for mais rainha”, afirma ela.
Faça um balanço de seus três anos à frente da bateria da Vila Isabel.
O primeiro ano foi muito emocionante: foi minha estreia como rainha na Vila, fui recebida com todo carinho pela comunidade assim que pisei lá e aprendi na Avenida o que é ser rainha de bateria. No segundo ano, foi tudo maravilhoso, porque o samba-enredo era lindo. A gente até saiu de lá achando que o título era nosso. E agora foi mais do que perfeito. Meu entrosamento com a bateria é muito maior. Acho que também tive mais responsabilidades como rainha, seja nos ensaios técnicos, nos ensaios fechados ou nos ensaios secretos com o Carlinhos de Jesus (diretor artístico) e a bateria. Criei um comprometimento maior e, no geral, todo mundo se dedicou muito para ganhar esse título. O Wilsinho (presidente da Vila), o Seu Moisés (presidente de honra) e a Rita (superintendente e diretora-geral de ateliê, mulher de Moisés) se dedicaram muito mesmo. A escola estava muito unida.
É mais gostoso quando o título demora pra vir?
Acho que sim. Hoje faço mais parte da escola que no primeiro ano. Hoje, me sinto mais rainha, uma embaixadora da Vila, sei os meus deveres na escola.
Quanto custou sua fantasia?
Não faço a mínima ideia. Sabe como a minha irmã (Karina Sato, empresária de Sabrina) é, né? E ela não fala pra ninguém!
E por que você sempre vem com uma fantasia mais estilosa, pouco tradicional?
Acho que é da minha personalidade, já me visto assim, né, meio extravagante (risos).
Você leva algum amuleto para a Sapucaí?
Não, não tenho nenhum. Levo minha família.
Você se sente pressionada no seu trabalho como rainha depois de ser campeã?
Eu sempre consigo me divertir, porque o trabalho é muito prazeroso, é amor total. Meu amor pela Vila é tão transparente que todo mundo me ajuda. O Alan (diretor do ‘Pânico na Band’) me liberou do programa ao vivo para vir aos ensaios técnicos. Eu, ‘Pânico’ e Vila somos uma família.
E qual é a diferença entre desfilar no Rio e em São Paulo?
São carnavais diferentes. O Carnaval de São Paulo está cada vez melhor, tem gente do Rio que vai fazer Carnaval lá e tem gente de lá que vem pra cá. O pessoal da Gaviões (da Fiel, escola paulistana que tem Sabrina como madrinha de bateria) tem essa coisa da torcida. Você entra na Avenida e parece que estamos fazendo um gol, porque tá todo mundo soltando fogos e gritando. Na Sapucaí, além de toda a história do samba que existe ali, tem também a Vila Isabel, que não dá pra descrever. Só dá pra dizer que é a Vila Isabel. Outra coisa é que no Rio é preciso mais fôlego, a Sapucaí é muito maior.
O pessoal da Gaviões não fica com ciúme da sua dedicação à Vila?
Não, eles entendem e admiram isso. Inclusive, vieram me prestigiar na Vila.
Você desfilaria grávida?
Ah, não sei. Posso sair na diretoria, mas posso sair como rainha grávida também.
Mas o que te faria parar de desfilar?
Não dá para saber do futuro assim. Acho que vou saber quando terei que parar e passar o posto para outra menina. Mas vou continuar desfilando na Vila quando não for mais rainha de bateria.
Uma mulher casada teria tempo de cumprir a sua agenda?
Se for organizada, acho que sim, mas eu sou meio desorganizada, né (risos)? Mas meu horário é bem tranquilo, tem gente que trabalha muito mais que a gente. Às vezes, a gente reclama de barriga cheia. Minha mãe trabalha em loja e muito mais que eu. As pessoas que trabalham na agricultura, na indústria, essas trabalham muito mais. Eu só agradeço a Deus todos os dias.
Você viu a Luana Piovani dizer que te falta postura? O que você tem a dizer sobre isso?
Ah, eu acho a Luana linda e maravilhosa! Não tenho o que falar nem quero entrar nessa discussão. Não tenho tempo na vida pra ficar julgando as pessoas, o tempo que tenho quero fazer o bem e falar coisas positivas.
Você fez o filme ‘Concurso Público’ (do diretor Pedro Vasconcelos). Foi difícil decorar os textos?
Não foi fácil, não, mas foi bem legal, bem gostoso. Tive ajuda de muita gente bacana, do Pedro, do (Rodrigo) Pandolfo, que contracenou comigo e de muita gente.
Você fala com sotaque no filme?
Falo com sotaque do interior (brinca, fazendo um sotaque mais forte).
E qual foi a maior dificuldade no filme?
Ai, a cena de beijo com o Pandolfo.
Que nota você se dá como atriz?
Não quero dar nota nenhuma, tenho que esperar que as pessoas assistam ao filme.
O reality ‘Eu Preciso de um Companheiro’, no ‘Pânico’, não foi uma pagação de mico para os participantes? Todos eles sabiam que não iam te namorar.
Mas eles viraram meus amigos, sempre falo com eles.
E você é chata para ficar com um cara, né?
Não sou chata, mas também não sou louca ou moderna. Sou romântica, sou do interior, tem que ser alguém legal, por quem eu me apaixone.
E você está pronta para se apaixonar?
Isso acontece quando menos se espera.
Você esteve com o Fábio Faria (deputado federal pelo Rio Grande do Norte e ex-namorado de Sabrina) em Miami. Rolou um revival?
Não rolou nada, nos encontramos como amigos. Tenho um carinho muito grande pela família dele.
Você se acha chique?
Me acho bem simples, na verdade.
Deixa uma mensagem para quem está te lendo hoje, logo depois da conquista da Vila.
Tô muito feliz, começamos o ano com muita sorte e muitas realizações, o ‘Pânico’ estreia hoje também, quero que todos assistam. Eu faço tudo com muito amor.
E tem alguma novidade no programa?
Tem a entrevista que fiz em Salvador com o Psy (da música ‘Gangnam Style’) no melhor estilo do ‘Pânico’. Vai ao ar hoje.









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