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Léo Dias: “Fui camelô e babá aos 13 anos”, revela Daniela Albuquerque

fonte_odiaO Dia

leo_diasDaniela Albuquerque é hoje chamada de primeira-dama da RedeTV! (ela é mulher de Amilcare Dallevo Jr., um dos donos da emissora), mas nesta entrevista a apresentadora, que estreou na semana passada o programa ‘Sob Medida’, conta como foi sua infância pobre em Dourados, no Mato Grosso do Sul.

“Meu primeiro emprego, aos 13 anos, foi como babá. Depois, fui camelô e comprava mercadorias no Paraguai”. No bate-papo, Daniela fala também das declarações polêmicas que costuma dar, diz que sua relação com Luciana Gimenez é ótima, garante que sabe o valor de todas as faturas de seu cartão de crédito e argumenta que não vê problemas em morar numa mansão com 18 quartos e 14 banheiros com o marido e a filha, Alice. “Pago meus impostos, pago minhas contas. Por que não?”.

Você acha que ‘Sob Medida’ é uma versão brasileira do reality show ‘Queer Eye for the Straight Guy’?
Não é uma versão, ele lembra esse programa por também ter três consultores gays (são quatro homens, no total), mas o formato é mesmo da RedeTV!. É um programa que tem moda, estilo, beleza, comportamento e é destinado a héteros e gays.

Você gosta mais de fazer externa ou estúdio?
Estou adorando fazer externa, fico mais à vontade do que no estúdio. Gravando nas ruas, você conhece gente nova e parece que é sempre um programa diferente a cada dia.

Os meninos que trabalham contigo disseram que você é boa de improviso e que os seus erros vão ao ar.
É. O programa é um reality. Então, quanto mais natural, melhor. O público não quer ver uma coisa muito lapidada, editada. As pessoas gostam de ver o que é espontâneo mesmo.

Você ri quando erra?
Muito! No ‘Manhã Maior’, quando eu cometia alguma gafe, as pessoas comentavam e acho que eu acabei ganhando mais visibilidade.

Você acha que criticam mais os seus erros do que o de uma outra apresentadora qualquer?
Muito! No dia em que falei que não sabia se a experiência com o E.T. era sonho ou realidade, foi uma comoção (risos). Essa gente nunca foi para o interior, não? Se eu contar as histórias de lá, vão me internar.

Você acha que, por ser a mulher do Amilcare Dallevo Jr. (dono da RedeTV!), precisa provar que é competente?
Essa cruz eu vou carregar para o resto da vida. A cruz é minha, eu aceito. E haja malhação. Ainda bem que faço ginástica todo dia, porque ela é pesada. Mas trabalho desde os meus 13 anos, venho de uma família pobre. Minha mãe criou três filhos sozinha, sem marido, sem ninguém. Já morei na casa dos outros e passei por muita dificuldade. Casei com um homem que tem um poder aquisitivo muito maior que o meu, mas não tem como mudar, ele é o meu marido.

Você foi camelô, né? Conta um pouco da sua vida.
Meu primeiro emprego foi como babá e eu trabalhava em troca de roupas. Nessa época, a gente tinha uma barraquinha de camelô. Eu trabalhava com minha mãe. A gente comprava coisas do Paraguai.

O que vocês vendiam lá?
De tudo. Uma vez, pedi à minha mãe para ir ao Paraguai fazer compras com as pessoas que faziam a excursão e que eram amigos dela. Lembro que comprei lá aquele bichinho virtual, o Tamagochi, e agenda eletrônica. Eu vendi isso como água.

Você tem lábia pra vender?
Opa! Tenho! Sempre trabalhei no comércio. Já trabalhei em seguradora, em escritório de advocacia, já fui gerente de uma loja de bolsas, já fui autônoma, vendi sapato, roupa, lingerie…

Você fez Direito?
Fiz, mas não terminei. Não gostei do curso. Depois, fui fazer Jornalismo em São Paulo.

Como você foi parar em São Paulo?
Fui chamada para me apresentar numa agência de modelos em São Paulo. Eu tinha 19 anos na época e disse para o meu noivo que estava indo fazer um treinamento de trabalho. Era mentira (risos).

E como é a sua rotina?
Faço ginástica diariamente numa academia em casa, com personal trainer. Agora, sendo mãe, a rotina é mais pesada. Cuido, dou papinha. Tenho uma pessoa para me ajudar, mas quando estou em casa gosto de fazer tudo.

Você quer ter mais filhos?
Quero. Acho bom minha filha ter irmãos, minha mãe teve três filhos.

Você bate ponto na RedeTV!?
Não, mas o diretor define os horários de trabalho e o momento em que temos que chegar. A rotina é menos pesada do que quando apresentei o ‘Manhã Maior’, que era ao vivo e todos os dias.

A mudança é por ser mãe?
Trabalhei até o meu último dia. Minha filha nasceu no domingo, mas na sexta-feira anterior eu estava gravando. Trabalhar não é problema.

E pra quem foi camelô…
Ô, meu amor, esse trabalho de hoje, pra mim, é diversão. Acho um absurdo reclamar de ter que gravar. E ainda faço faxina em casa.

Jura?
Faço. Sou organizada, tenho mania de limpeza. Adoro lavar as coisas, deixar tudo limpo, cheiroso.

Mas essa imagem é bem diferente da que as pessoas têm de você…
É, mas acho que nesse programa as pessoas aos poucos vão me ver mais como eu sou de verdade. Tem muita gente que é cheia de dedos comigo, achando que sou fresca, nariz empinado…

Em suma: acham que você é uma dondoca!
Mas não sou! Quem convive comigo sabe disso. Ralo bastante, cuido da minha filha, não tenho medo de trabalho.

Quanto você ganhava na época de camelô?
Não lembro agora, mas não era muito. E o dinheiro era da minha mãe.



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