O Dia
Ticiane Pinheiro, definitivamente, não tem problema com o passado. Separada há quatro meses de Roberto Justus, a loura diz que já superou a tristeza. “Sei que vamos ser grandes amigos, mas o amor de homem e mulher, a paixão, acabou”, afirma.
A apresentadora da Record e do canal a cabo Fox Brasil conta que o fato de ela e Justus terem formado um “casal margarina” fez com que o anúncio do fim do casamento pegasse muita gente de surpresa. “Acho que a separação machucou muita gente, as pessoas não esperavam”. Na conversa a seguir, Ticiane revela que quer se casar novamente, fala da filha, Rafaella, dos bastidores do ‘Programa da Tarde’, na Record, e de seus sonhos profissionais. Confira!
Como você faz para ficar em forma?
Malho às segundas, quartas e sextas. Na terça e na quinta, faço drenagem. Nos dias da malhação, faço também um aeróbico, geralmente 20 minutos de esteira ou transport.
Você é uma das mais cotadas para comandar o reality ‘X Factor Brasil’, na Record. Já houve o convite?
Esse projeto é um grande segredo, mas acho difícil a Record querer me tirar do ‘Programa da Tarde’. Eu, Britto (Júnior) e Ana (Hickmann) temos muita química no programa. Eu tinha um sonho profissional, que era o de dividir um programa ao vivo com outros apresentadores. Esse eu realizei. Depois, tinha um sonho de ter um projeto com minha mãe, e fizemos o ‘Ser Mulher’, na Fox. Hoje, meu sonho é fazer um programa de TV sozinha. Até agora, essa possibilidade não existe, ninguém falou comigo sobre isso.
Como seria o programa dos seus sonhos?
Um programa de auditório, com números musicais, uma coisa bem divertida.
Você tem vontade de voltar a atuar?
Sim! Tenho um projeto de um musical infantil sobre sustentabilidade e que se chama ‘Dona Natureza’. Fui adiando porque a Rafa (filha da apresentadora com Roberto Justus) era muito pequena. Aí, veio em seguida o programa ao vivo e meus fins de semana hoje são para a Rafa. Mas quem sabe para o futuro? A peça é para crianças a partir de 6 anos. Até por isso, dei um tempo, a Rafa já está com 4 anos.
É difícil fazer programa ao vivo?
Hoje, não acho. Sou muito transparente, falo tudo o que penso. Então, no começo, eu falava: “Gente, tenho que me policiar”. A gente sabe que qualquer coisinha errada que fala vai para as mídias, redes sociais, tudo em um minuto. Hoje, acho que tenho mais segurança, autonomia no que falo, sei me posicionar, ganhei experiência com o programa ao vivo, mas sempre tem aquele frio na barriga, aquela adrenalina, na hora de entrar no ar.
Não é difícil colocar a Ticiane Pinheiro ali, exposta para todos?
Minha insegurança era mais por saber se eu tinha que ser mais séria por ser uma apresentadora, mas a partir do momento em que o público me aceitou, me abraçou, eu perdi o medo. Não preciso criar nenhum personagem, não preciso posar de nada. Sou na televisão como sou em casa, com meus amigos, com minha família.
Como acabou a história com a Denise Rocha? O programa foi cortado antes do fim da discussão.
Ela ficou chateada porque a edição colocou que ela cuspiu em alguém (na ‘Fazenda 6’) e ela disse que não cuspiu em ninguém. Eu disse: “mas você cuspiu, a gente mostrou”. Aí, quando ela estava contando que cuspiu na água, o diretor (do ‘Programa da Tarde’) pediu (no ponto eletrônico): “é pra acabar o programa, tá em cima (da hora), dá tchau”. Eu disse: “tá bom, Denise, não dá mais tempo, a gente tem que encerrar”. Foi uma saia justa, mas eu teria pedido a ela para se explicar se tivesse mais tempo. Tem coisas que não estão na nossa mão. Tive que cortá-la pelo horário.
Ela ficou chateada?
Não, não. Acho que ela queria se explicar não para mim, mas para o público. Ela queria explicar que ela não cuspiu, que era a edição que estava errada.
Qual foi a maior saia justa ao vivo?
Foi quando perguntei para a Geisy (Arruda) do grelinho: “Geisy, você operou o grelinho? (referindo-se à cirurgia de reconstituição do clitóris)”. Quando falei isso, ao vivo, o diretor (Vildomar Batista) começou a berrar: “Ticiane, não é grelinho, fala selinho!”. Eu falei: “gente, sei lá, grelinho, selinho”. O Britto (Jr.) e a Ana (Hickmann) não paravam de rir. Eu falo assim em casa, gente! Depois é que pensei que tinha dona de casa e crianças vendo o programa. Levei bronca de tudo quanto é lado e, mesmo assim, não conseguia parar de rir. O nervosismo te faz rir também, né? Foi o mais bizarro que me aconteceu ao vivo.
Você posaria nua outra vez?
Não, acho que foi uma fase. Comprei a ideia com o (fotógrafo JR) Duran, que queria fazer um ensaio bem bonito comigo e com a minha mãe (Helô Pinheiro). Meu pai (Fernando Pinheiro) aprovou, ele tinha agência de modelo, entendeu. Hoje, já não tenho essa necessidade.
Já pensou em deixar a TV?
Não, de jeito nenhum. Comecei com 7 anos de idade como apresentadora do ‘TV Criança’ (1985 a 1991). Depois, com 9, fui para o ‘Balão Mágico’. Fiz a novela ‘Kananga do Japão’ (1989), na Manchete, com 12 anos. Fiz teatro, fui para o Rio fazer o ‘Sítio do Pica-Pau Amarelo’ (2002), nunca parei de trabalhar. Se eu parar, eu morro.
A imprensa cria muitos namorados pra você?
Acho que existe uma torcida para que eu arrume um namorado. Tem quatro meses que me separei, meu ex-marido já tem uma namorada, daí acho que torcem por mim. Sinto muito o carinho de todo mundo no Instagram, no Twitter. Como a gente era um casal margarina, acho que a separação machucou muita gente, as pessoas não esperavam. Sempre me apresentam a alguém ou inventam que estou com alguém. Graças a Deus, só me arrumam namorados bonitos. Então, tô bem na fita, tô em alta.
Você quer casar de novo?
Quero, sim. E quero ter mais filhos. Acredito no casamento, gosto da rotina, da convivência. Não é por não ter dado certo que não vou querer me casar de novo. Não deu certo porque não era para dar. Mas quero um casamento para a vida inteira, igual ao dos meus pais, que estão casados há 47 anos. Meu pai é muito companheiro da minha mãe, quero um marido igual a ele (risos).
Como está a vida de solteira?
Está tranquila. Eu trabalho muito e durmo cedo. É difícil conhecer alguém. Nos dias de folga, vou ao cinema ou fico em casa curtindo minha casinha nova, recebendo meus pais. Outro dia, fui com uma amiga ao show da Preta Gil. Dancei pra caramba, mas fiquei na frente do palco, me divertindo, não queria conhecer ninguém ali. Estou me curtindo, curtindo minha filha, minha família.
Como é a rotina da casa nova? Você paga contas?
O Roberto sempre gostou de cuidar de tudo, de tomar conta de tudo. Mas agora sou apenas eu e isso está sendo importante para mim. Agora, tenho minha casa, minhas contas, minha vida pra cuidar. É uma mudança grande, mas veio para me fortalecer.
Como a Rafinha lidou com a separação? Ela tem noção disso?
A gente conversou com ela, disse que papai e mamãe são muito amigos, mas não namoram mais. Falamos que ela ia ter duas casas, dois quartos de brinquedo. Ela está lidando muito bem, porque eu e Roberto nos damos bem. Hoje, por exemplo, ele foi lá em casa almoçar com a Rafa. Ele sempre liga e diz: “Tici, posso passar aí pra dar um beijo na Rafa?”. Nós três comemos sobremesa juntos, depois ele coloca a Rafa pra dormir. Ela não entende o que é uma separação, mas entende que agora tem a casa da mamãe e a casa do papai.
Saiu uma notícia de que o Justus te ligou porque vocês iam ao mesmo show e ele estava com a namorada (Ana Paula Siebert). É verdade?
Ele só comentou comigo que ia porque ainda morávamos na mesma casa. Ele disse que ia com a namorada e que ficaria no camarote, eu disse: “ah, tudo bem, eu vou ficar na pista”. A gente não se encontrou. E não vou deixar de ir aos lugares porque ele está lá com a namorada. Sou evoluída, tenho uma cabeça boa e sou muito tranquila. Não sou infantil, sou uma mulher bem resolvida, tenho 37 anos e maturidade suficiente. Se eu tivesse algo mal resolvido com ele, se eu tivesse alguma esperança, talvez isso me magoasse. Mas não tenho, sei o que quero para minha vida. Acabou o amor entre homem e mulher, acabou a paixão, mas a admiração pelo Roberto como pai será eterna.









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