Outros três ocupantes do veículo sobreviveram após quebrarem os vidros e emergirem. Vítima ainda foi resgatada com vida, mas não sobreviveu à reanimação.

Era por volta das 4h20 desta segunda-feira (07) quando os moradores escutaram um forte barulho vindo do canal do Rio Vermelho. O corretor Carlos Borges, 70 anos, que mora ao lado, após escutar o barulho, saiu na sacada e se deparou com um carro já imerso na água. De dentro do automóvel, ainda segundo ele, era possível escutar os pedidos de socorro das vítimas. “Saí pra fora e encontrei o carro com as quatro rodas pra cima. Uma das jovens gritava muito: ‘socorro, socorro'”. Assista:
No acidente, o motorista identificado como Marcelo Lobão, 41 anos, morreu afogado. Segundo informações do Centro Integrado de Comunicação (Cicom) da Secretaria de Segurança Pública (SSP) quatro pessoas estavam dentro do veículo: três jovens e o motorista, que ficou preso ao cinto de segurança desacordado. Equipes de resgate tiraram o carro do canal por volta das 7h. Marcelo chegou a ser encaminhado para Hospital Geral do Estado(HGE), mas, de acordo com o boletim registrado às 9h desta segunda-feira no posto da Polícia Civil da unidade de saúde, a vítima já chegou sem sinais vitais sendo confirmada a sua morte por parada cardiorrespiratória.

O corretor de imóveis, após ver o acidente, desceu do seu apartamento com uma faca e uma escada para tentar socorrer as vítimas. Foi com a escada que os jovens conseguiram sair de dentro do canal. “Todos já tinham saído, mas o filho gritava muito. Então, percebi que alguém ainda estava dentro do carro”, conta Carlos. O jovem conseguiu sair, conta Carlos, após quebrar o vidro do carona com o pé, abrindo passagem também para duas mulheres que estavam no veículo. Contudo, o condutor ficou preso no cinto de segurança.

Ainda de acordo com os moradores, um morador de rua e um pescador que passavam no momento do acidente foram os primeiros a chegar no local depois da queda do veículo. Foi o morador de rua que entrou no canal para ajudar no resgate. A faca foi utilizada para tentar cortar o cinto onde Marcelo estava preso. “Foi uma cena muito triste e desesperadora porque a gente via que o homem (Lobão) estava morrendo mas não podíamos fazer muita coisa”, diz a dona de casa Edna Santos, 63. “O filho gritava muito: ‘meu pai vai morrer’. Eu tentava acalmá-lo, mas já tinha certeza que o pai já estava morto porque tinha bebido muita água. Eu sou pai, então foi duro ver aquela cena, relembra Carlos. O corretor de imóveis conta ainda que no momento do acidente estava chuviscando, a correnteza do canal era forte e a maré alta. “Talvez se a maré estivesse baixa ele não teria morrido”, lamenta Carlos. Correio*.










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