BR-116: Empresária e esposa que seguiam para férias na região de Conquista perderam a vida. Filho sobreviveu
A bordo do ônibus estava também o filho de Karine, de apenas 7 anos. O menino sobreviveu à tragédia com ferimentos leves e já se encontra sob os cuidados do pai.

O trágico acidente de ônibus que tirou a vida de 41 pessoas em Teófilo Otoni, no interior de Minas Gerais, interrompeu os sonhos de Karine Boldrini, confeiteira de São Paulo, e sua esposa, Milena Britto. Elas estavam a caminho de Vitória da Conquista, na Bahia, onde Milena nasceu, para uma viagem que seria uma “aventura” em família.
A bordo do ônibus estava também o filho de Karine, de 7 anos. O menino sobreviveu à tragédia com ferimentos leves e já se encontra sob os cuidados do pai, em uma unidade de saúde da região. Segundo informações de parentes, o menino ainda não foi informado sobre o falecimento da mãe. O comerciante Clóvis Boldrini, pai de Karine, enfrentou neste domingo (22) o doloroso compromisso de reconhecer o corpo da filha no Instituto Médico Legal de Belo Horizonte. Emocionado, ele relembrou a trajetória batalhadora da microempresária, que conquistou reconhecimento com sua produção de pães e doces. “Ela era uma guerreira. Sempre correu atrás de seus objetivos e era muito conhecida pelo seu trabalho”, afirmou Clóvis, que descreveu a perda como “dilacerante”.

A viagem, planejada para ser uma celebração em família, marcaria o primeiro encontro de Karine com os parentes de Milena na Bahia. “Era a primeira vez que viajavam de ônibus. Elas estavam tão felizes com a ideia. Iam voltar na sexta-feira de avião”, contou Clóvis, ainda tentando processar a fatalidade. Paloma, parente de Karine, reforçou o perfil batalhador das vítimas. “Eram pessoas com muitos sonhos e muito batalhadoras”, destacou. Enquanto o pequeno recebe acompanhamento psicológico para lidar com o trauma, os familiares se preparam para retornar à capital paulista, agora marcados pela dor da perda.

O acidente, que chocou o país, teve repercussão nacional. O ônibus, que fazia a rota São Paulo-Bahia, capotou em um trecho da BR-116. Equipes de resgate informaram que o menino foi arremessado para fora do veículo, o que pode ter salvado sua vida. Para Clóvis, o vazio deixado pela filha e pela nora será eterno. “O coração está despedaçado. É uma dor que não tem fim”, desabafou. Agora, resta à família encontrar forças para apoiar o menino e honrar a memória das duas mulheres que, até o último momento, estavam repletas de planos e esperança.









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