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Conquista: Oito pessoas foram presas nesta manhã, acusadas de praticar golpe do “falso consórcio” na cidade

Vítimas foram atraídas por promessas de consórcios fraudulentos; grupo agia com anúncios de imóveis e veículos abaixo do mercado.

A Polícia Civil da Bahia prendeu em flagrante oito pessoas na manhã desta quinta-feira (27) durante a segunda fase da Operação Parker, que investiga um esquema de estelionato e formação de quadrilha na cidade de Vitória da Conquista. A ação ocorreu no prédio comercial Multiplace, na Av. Juracy Magalhães, onde dez vítimas estavam presentes no momento da abordagem policial.

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Os investigados já eram monitorados pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/VCA), que acumulava cerca de 20 Boletins de Ocorrência relacionados ao mesmo golpe. A operação contou com o apoio da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) e da Diretoria de Polícia do Interior Sudoeste (DIRPIN/Sudoeste).

O golpe da carta de crédito fantasma

O modus operandi do grupo consistia em anunciar consórcios fictícios de veículos e imóveis com valores abaixo do mercado, atraindo vítimas com a promessa de cartas de crédito contempladas que, na realidade, não existiam. Segundo as investigações, o esquema seguia um roteiro bem estruturado:

  1. Anúncios Falsos: Os criminosos publicavam ofertas tentadoras em redes sociais e sites, induzindo as vítimas a entrar em contato.
  2. Pagamentos Antecipados: Após o primeiro contato, convenciam os interessados a depositar valores como “taxas administrativas”.
  3. Visita à Empresa: As vítimas eram levadas até a sede da empresa, onde assinavam contratos com cláusulas manipuladas.
  4. Mais Cobranças: Depois do pagamento inicial, os golpistas pressionavam por novos depósitos, alegando que a “contemplação” não havia sido concluída.
  5. Sumiço com o Dinheiro: Quando as vítimas tentavam cancelar ou reaver o valor, os criminosos se recusavam a devolver o dinheiro, alegando que as taxas eram “irreversíveis”.

Prisões e próximos passos

Os detidos responderão pelos crimes de estelionato (art. 171 do Código Penal) e formação de quadrilha (art. 288), com penas que podem chegar a oito anos de prisão. As autoridades alertam para a importância de verificar a idoneidade de empresas antes de fechar negócios e recomendam que possíveis vítimas procurem a delegacia mais próxima. A Polícia Civil não descarta novas operações para desarticular outros grupos que atuem com golpes semelhantes na região. Com informações do DEIC/Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Vitória da Conquista.



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