Câmara de Vitória da Conquista aguarda notificação oficial do TRE-BA para empossar Alisson da Educação
Segundo o presidente da Câmara Municipal, Ivan Cordeiro, a Casa aguarda a notificação oficial da Justiça Eleitoral para adotar os procedimentos administrativos necessários.

O cenário político de Vitória da Conquista sofreu uma forte reviravolta com a decisão da desembargadora Carina Canguçu, do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que determinou o afastamento imediato do vereador Diogo Azevedo e a posse de seu suplente, Alisson Seles, o “Alisson da Educação”, do União Brasil. A medida cautelar baseia-se em uma acusação de infidelidade partidária, motivada pela migração de Azevedo para o PSDB com o objetivo de pavimentar sua pré-candidatura a deputado federal. Na análise preliminar, a magistrada considerou que o parlamentar mudou de legenda sem apresentar uma carta de anuência ou justificativas legais que configurassem justa causa, validando o pleito da antiga sigla. Apesar da determinação judicial para a troca de cadeiras no Legislativo, o Palácio Olívia Flores ainda não formalizou a transição.
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Segundo o presidente da Câmara Municipal, Ivan Cordeiro, a Casa aguarda a notificação oficial da Justiça Eleitoral para adotar os procedimentos administrativos necessários e dar posse ao suplente. Até que esse documento seja entregue e processado,
Desembargadora Carina Canguçu, ao lado da prefeita Sheila Lemos e seu marido, Wagner Alves
Diogo Azevedo continua legalmente no exercício do mandato. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, o clima nos corredores da Câmara é de intensa expectativa, com assessores e parlamentares acompanhando de perto os desdobramentos burocráticos e jurídicos que podem redesenhar as forças políticas locais.
Diogo recorrerá da decisão do TRE
Por outro lado, a decisão gerou uma reação imediata e contundente do vereador afastado, que foi o mais votado da história do município nas eleições de 2024, com 6.017 votos. Diogo Azevedo subiu o tom e classificou a medida como um equívoco técnico e o ápice de uma perseguição política que estaria sofrendo por parte da prefeita Sheila Lemos, principal liderança do União Brasil na cidade. O parlamentar alegou publicamente que a gestora municipal atuou diretamente nos bastidores contra o seu mandato e que a relatora do processo não avaliou as testemunhas e provas anexadas aos autos antes de proferir a liminar.

A defesa de Azevedo já confirmou que vai recorrer da decisão no próprio tribunal para tentar reverter o afastamento antes do julgamento do mérito pelo plenário do TRE-BA. Caso os magistrados confirmem a tese de infidelidade partidária no julgamento definitivo, o vereador perderá o cargo em definitivo. Por sua vez, se a Corte acolher os argumentos da defesa sobre a existência de justa causa para a desfiliação, Diogo poderá retomar suas funções habituais, o que mantém o futuro da representação legislativa conquistense sob forte clima de incerteza.






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