VÍDEO: Reportagem especial dá novos detalhes sobre o assassinato das três mulheres em Ilhéus, incluindo mãe e filha
Investigadores apontam para a possível participação de três andarilhos que vivem em áreas de mata no entorno da praia. Os suspeitos seguem foragidos.

A Polícia Civil da Bahia deu um passo significativo nas investigações do triplo feminicídio que chocou Ilhéus no fim de agosto. Três homens foram identificados como suspeitos da morte de Alexsandra Suzart, Maria Helena do Nascimento e Mariana Bastos, desaparecidas no dia 15 de agosto após saírem para um passeio à beira-mar com um cachorro na Praia dos Milionários, um dos pontos turísticos mais frequentados da cidade.
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Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, os corpos das três mulheres foram encontrados no dia seguinte por moradores, em uma mata próxima à orla. As vítimas apresentavam marcas de violência extrema, incluindo perfurações no pescoço com características semelhantes, além de cortes provocados por cacos de vidro espalhados no local. O cachorro de uma das vítimas foi encontrado amarrado a uma árvore, em estado de choque, a poucos metros dos cadáveres. Reportagem especial da Record TV deu novos detalhes sobre o crime hediondo:
Apesar de ainda não haver confirmação da autoria dos crimes, os investigadores apontam para a possível participação de três andarilhos que vivem em áreas de mata no entorno da praia. Os suspeitos seguem foragidos, mas já estão sendo alvo de mandados de busca e apreensão e de um alerta de captura emitido pela delegacia regional.

Indícios físicos e imagens de segurança reforçam a linha de investigação. Um vídeo de câmera de segurança, embora de baixa resolução, flagrou os três homens caminhando na região horas antes do desaparecimento das vítimas. As imagens foram encaminhadas ao laboratório técnico da Polícia Civil, em Salvador, para melhor tratamento e análise de detalhes como vestimentas, postura e possíveis objetos em posse dos suspeitos.
O delegado Hélder Carvalhal, responsável pelas investigações, afirmou que as lesões encontradas nas vítimas seguem um padrão quase idêntico, o que pode indicar a ação de um único executor. “Apesar de termos três suspeitos, não descartamos a hipótese de que apenas um deles tenha cometido os atos violentos, enquanto os outros dois poderiam ter tido participação secundária ou apenas conhecimento do crime”, explicou.
Perícias realizadas no local do crime e nas vítimas confirmaram que as mortes ocorreram em curto intervalo de tempo. Equipes do Instituto Médico Legal (IML) concluíram as necropsias, que apontaram como causa principal das mortes hemorragia decorrente de golpes profundos no pescoço, possivelmente desferidos com arma branca. Para agilizar o inquérito, o Delegado-Geral da Polícia Civil da Bahia determinou a criação de um grupo especial de investigação, composto por agentes experientes em crimes violentos. Até o momento, cerca de 40 minutos de gravações foram coletadas em 15 pontos distintos — entre comércios, residências e equipamentos públicos — na tentativa de reconstruir os últimos momentos das vítimas e rastrear os movimentos dos suspeitos.









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