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Tendência? Ônibus municipais passam a recusar dinheiro em espécie no RJ. Veículos já viajam sem cobradores

Nova regra exige meios eletrônicos para embarque, altera regras de integração tarifária e consolida o sistema “Jaé” na capital fluminense.

A partir deste domingo (28), os passageiros que utilizam o transporte público por ônibus na cidade do Rio de Janeiro precisam se adaptar a uma nova realidade. O pagamento das passagens em dinheiro foi oficialmente extinto nos coletivos municipais. Com a mudança, o embarque passa a ser feito exclusivamente por meio de bilhetagem eletrônica, impulsionando a transição digital no sistema de mobilidade urbana da capital fluminense. A transição para o formato digital já vinha se desenhando nos últimos meses e, segundo apurado pelo Blog do Marcelo, o processo de adaptação dos passageiros ganhou força após o adiamento da medida. Inicialmente prevista para entrar em vigor no final de maio, a proibição do uso de dinheiro em espécie foi postergada por um mês devido a uma determinação judicial, estendendo o prazo final para o último fim de semana de junho.

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Os dados oficiais da Prefeitura do Rio mostram que a adesão foi massiva, uma vez que 96% das viagens municipais já eram pagas por meios digitais, restando apenas 4% de usuários que ainda dependiam das cédulas físicas. Desde o anúncio da mudança, em 12 de maio, mais de 200 mil pessoas se cadastraram no sistema Jaé, e a modalidade de pagamento via PIX registrou mais de 345 mil embarques.

A nova configuração estabelece três caminhos para o cidadão custear suas viagens: o aplicativo Jaé, o cartão físico Jaé ou o pagamento por PIX efetuado diretamente nos validadores dos ônibus. Contudo, os passageiros devem ficar atentos às regras de integração tarifária, que sofrem alterações drásticas. Os benefícios do Bilhete Único Carioca (BUC) e do Bilhete Único Margaridas (BUM) agora são restritos a quem utiliza o aplicativo ou o cartão preto do sistema Jaé. O pagamento via PIX fica limitado apenas a viagens unitárias, sem direito aos descontos de integração.

O impacto também atinge diretamente quem utiliza o cartão avulso, de cor verde. Este modelo continuará ativo para viagens simples e poderá ser recarregado normalmente nos cerca de 1.600 pontos espalhados pela cidade — que incluem bancas de jornal, estabelecimentos credenciados, bilheterias e máquinas de autoatendimento no VLT, BRT e metrô. No entanto, o cartão verde perde o direito de realizar integrações tarifárias. Para manter o acesso aos benefícios de conexões entre linhas, o usuário precisará obrigatoriamente realizar o cadastro na nova plataforma para obter o cartão preto ou migrar definitivamente para o aplicativo.



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