Conquista: Operação da Polícia Civil desarticula esquema milionário de contrabando e prende homem em flagrante
O chefe do bando foi localizado pelas equipes policiais em uma residência no bairro Ibirapuera. No local, a polícia apreendeu munições, um automóvel de luxo e R$ 500 mil em dinheiro.

Uma megaoperação da Polícia Civil da Bahia desferiu um duro golpe contra uma sofisticada organização criminosa que comandava o comércio clandestino de cigarros eletrônicos e aplicava golpes na região sudoeste do estado. Denominada Operação Havana, a ação foi deflagrada nesta quarta-feira, dia 1º, e resultou na prisão em flagrante de um homem de 42 anos, apontado como o líder do esquema. A ofensiva policial mobilizou diversas delegacias especializadas e territoriais para o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, que miraram imóveis residenciais e comerciais situados nas cidades de Vitória da Conquista, Anagé e Tremedal. As investigações que culminaram na operação tiveram início no final de 2025.
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O trabalho investigativo revelou que os dispositivos eletrônicos para fumar eram trazidos ilegalmente do Paraguai para serem distribuídos na Bahia. Ao longo dos meses, os agentes descobriram que o ramal de atuação do grupo era muito mais extenso e perigoso, englobando crimes como estelionato, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro, associação criminosa armada, além de tráfico de entorpecentes e posse ilegal de armamentos.
Prisão no Ibirapuera
O chefe do bando foi localizado pelas equipes policiais em uma residência no bairro Ibirapuera, em Vitória da Conquista. No local, a polícia apreendeu munições, um automóvel de luxo e uma quantia impressionante superior a R$ 500 mil em folhas de cheque, o que evidencia o forte poder financeiro da organização. Além disso, segundo apurado pelo Blog do Marcelo, o suspeito ostentava um padrão de vida incompatível com a legalidade, financiado diretamente pelos crimes cometidos em toda a região.

O balanço total das apreensões nos endereços vistoriados impressiona pela quantidade de armas de grosso calibre e materiais ilícitos recolhidos. Os policiais apreenderam uma pistola 9 mm, outra calibre .22, dois rifles .22, uma espingarda calibre 12, uma espingarda .38 e duas espingardas calibre .22, incluindo uma com a numeração raspada, além de duas armas de ar comprimido e aproximadamente 500 cartuchos de munição sem registro. A operação também recolheu cerca de R$ 20 mil em dinheiro vivo, centenas de cigarros eletrônicos e convencionais, porções de ecstasy, celulares, notebooks e farta documentação que passará por análise pericial.
Força-tarefa
O líder da organização foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e permitido, falsificação de documento público e tráfico de drogas. Ele passou por exames de praxe e segue custodiado à disposição da Justiça. A Operação Havana foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) e pelo Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sudoeste), sob o guarda-chuva do DEIC, contando com o suporte fundamental da DIRPIN/Sudoeste, da 10ª COORPIN e de uma força-tarefa composta por diversas delegacias da região, como a DTE, DH, DRACO e unidades territoriais de municípios vizinhos.







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