Segundo o delegado responsável pelo caso, tudo não passou de “encenação”. Suspeito criou um cenário para parecer que o crime teria sido um “suicídio” da vítima do assassinato.

Um vídeo enviado ao site Radar64 mostra que no momento em que encontrou o corpo da mulher, terça-feira (21), na zona rural de Itabela, o lavrador Webister Viana Gomes, 26 anos, teria passado mal e desmaiado. Um irmão dele, que também estava no local, ficou desesperado. Outra pessoa ainda tentou reanimá-lo. Mas, para o delegado Robson Andrade, que está investigado o assassinato da dona de casa Luanna Santos da Conceição, 20 anos, tudo não passou de uma encenação. “No hospital, o médico constatou que Webister não apresentava nenhuma anormalidade em seu quadro de saúde”, afirmou o delegado. Assista com cautela . Imagens fortes:
Conforme o titular da 1ª Delegacia Territorial de Itabela, para tentar sair do foco das investigações, Webister falsificou uma carta, dando a entender que Luanna deixou uma mensagem ao pai, contando que estaria descontente com a vida e que pretendia cometer um suicídio. “O pai não reconhece as letras como sendo de sua filha”, frisa Andrade. Apesar dos indícios, Webister nega as acusações, mesmo tendo dado várias versões para o mesmo caso.

Luanna, que desapareceu na segunda-feira (20), foi morta com vários tiros nas costas, a um quilômetro de sua casa. As mãos dela estavam amarradas para trás. O marido participou das buscas, junto com o sogro e outras pessoas da comunidade. O acusado, que já tinha sido preso duas vezes, uma delas por suspeita de formação de quadrilha, foi autuado em flagrante por feminicídio – quando o crime tem como motivação o desprezo ou o sentimento de “perda do controle e da propriedade” sobre as mulheres.









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