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“Minha Casa, Minhas Vida” patina em Salvador por causa da especulação imobiliária

do A Tarde
Programa do governo federal pretende construir 1 milhão de imóveis em todo o País

Principal programa de habitação do País, o Minha Casa, Minha Vida viu uma forte desaceleração na contratação de novos empreendimentos em Salvador no último trimestre, sobretudo em relação aos voltados para as famílias que mais precisam. Um cruzamento de dados feito por A TARDE, a partir da dados levantados no Ministério das Cidades, aponta que das 10.958 novas unidades habitacionais contratadas na Bahia no segundo  trimestre, apenas apenas 1.096 são em Salvador.

Das novas moradias previstas para capital baiana, apenas 200 unidades são voltadas para as famílias com renda entre zero e três salários mínimos. Um número que representa apenas 2% do volume total de empreendimento contratados na Bahia entre março e junho deste ano.

Os dados mais recentes sobre déficit habitacional, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) realizada pelo IBGE em 2006, mostram que a Bahia tem um déficit habitacional de 636.522. Estima-se que 90% deste déficit engloba justamente as famílias desta faixa de renda.

Na capital, a contratação de projetos de moradia para famílias que ganham entre seis  a dez salários mínimos mais do que dobrou em apenas três meses. Em março, eram quatro empreendimentos, num total de 620 unidades, passando para oito empreendimentos e um total de 1.516 moradias.

Por outro lado, o Minha Casa, Minha Vida ganhou força no interior no último trimestre, com a contratação de empreendimentos em cidades de médio e pequeno portes. A presença do programa na Bahia saltou de 24 municípios, em março, para 65 cidades até junho deste ano, num total de 47,3 mil unidades contratadas no primeiro semestre. Empresários do setor da construção queixam-se da falta de terrenos e dos altos preços das áreas disponíveis na capital.



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