do Correio*
Para tucano, o governo federal precisa dividir com os Estados a responsabilidade pela segurança pública.
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, lançou em Salvador nesta sexta-feira (13) seu plano de governo para a área de segurança. A Bahia foi escolhida, segundo os tucanos, por conta da crescente do número de homicídios do estado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), entre 2006 e 2009 o número de homicídios na Bahia aumentou em 49,6% – em Salvador, o aumento foi de 76,61%. O tema é considerado pelos adversários como o calcanhar de aquiles da campanha à reeleição do governador Jaques Wagner, favorito ao cargo, segundo as pesquisas.
O plano foi lançado no Sesc do Pelourinho, no centro da cidade, e seu principal ponto é a criação de um Ministério da Segurança Pública, que vem sendo citada por Serra e correligionários desde o início da campanha, sem maiores detalhes.
Se o candidato do DEM ao Paulo Souto ao governo disse que o governo Wagner trouxe de volta a época do cangaço, o líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA), disse ao Ig que “nesta área de segurança, é um desgoverno completo”. Mesmo assim, Almeida salientou que a escolha de Serra por Salvador é pela importância da Bahia no cenário nacional. Esta foi a sétima visita do candidato à Bahia neste ano, três delas só nos últimos 30 dias. O Nordeste é a região em que a candidata do PT, Dilma Rousseff, mais tem intenções de voto.
Para Serra, o governo federal precisa dividir com os Estados a responsabilidade pela segurança pública – segundo ele, segurança e saúde são os principais problemas do Brasil atual. Ele começou sua fala dizendo que no Brasil morrem de maneira violenta 45 mil pessoas por ano, “praticamente um Iraque” e disse que a Bahia, com três vezes menos habitantes que São Paulo, tem o mesmo número de homicídios.
Plano de segurança
Serão sete pontos ao todo e Serra destacou a importância de se prestar atenção às fronteiras. “Esse já não é mais um problema local, mas nacional. Nossas fronteiras são permeáveis”. Em maio, o candidato chegou a dizer que o governo boliviano é “cúmplice do tráfico de drogas”.
O primeiro ponto é a que a segurança seja uma questão nacional – Serra defendeu inclusive um RG nacional, para que os infratores tenham uma ficha em todo o Brasil, além de um aumento no controle das fronteiras. O segundo ponto é a informatização completa da polícia – inclusive com câmaras de segurança controladas pelos policiais.
No terceiro ponto, Serra defendeu uma remuneração mínica para os policiais e a importância da qualificação. Em quarto lugar, vem a criação de cursos nacionais que aconteçam desde o ensino fundamental, de maneira que a educação ajude os jovens a perceber que as drogas não fazem boa.
O quinto ponto é a importância de se criar estratégias de apoiar as famílias que são vítimas da violência. Em sexto, vem a importância de se reforçar os presídios. Serra também disse que é necessário uma reforma no código de execuções penais. Por fim, o sétimo e último ponto é justamente a criação do Ministério de Segurança Pública. Apesar de propor este novo ministério, Serra negou que queira aumentar o número de pastas existentes e disse que quer extinguir algumas – citou como exemplo a Secretaria Especial de Ações a Longo Prazo. O candidato não quis falar sobre possíveis nomes para assumir o Ministério.












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