Conquista: Garota de 16 anos, aluna de escola tradicional na cidade, responderá por difamar inimigas nas redes sociais
Diante das provas apresentadas, a jovem confessou a prática dos atos na presença dos pais. A conduta infracional foi caracterizada como análoga ao crime de difamação.

A Polícia Civil da Bahia, através do Núcleo da Criança e do Adolescente (NCA/Vitória da Conquista), elucidou nesta quinta-feira (29) um caso que chamou atenção pelo uso indevido das redes sociais. Uma adolescente de 16 anos foi identificada como responsável pela criação de dois perfis falsos utilizados para difamar colegas de uma tradicional escola da cidade. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, os perfis continham vídeos com imagens das vítimas acompanhadas de legendas e trilhas sonoras ofensivas, ampliando os danos morais causados.
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Após um trabalho minucioso de rastreamento no ambiente digital, os policiais conseguiram localizar o endereço da autora. Diante das provas apresentadas, a jovem confessou a prática dos atos na presença dos pais. A conduta infracional foi caracterizada como análoga ao crime de difamação cometido por meio de redes sociais. Um Boletim de Ocorrência Circunstanciado (BOC) foi lavrado e o caso encaminhado à Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude do Ministério Público do Estado para as devidas providências.
A investigação reforça que a internet não é território livre de punição. “Muitos usuários se sentem protegidos pelo anonimato ao navegar nas redes sociais, mas isso não significa impunidade”, afirmou um representante da Polícia Civil local. Ele ressaltou que crimes virtuais podem ser rastreados e seus autores identificados, mesmo quando utilizam recursos para ocultar suas identidades. O episódio serve como um alerta tanto para adolescentes quanto para responsáveis e educadores. A falsa sensação de anonimato nas redes pode levar pessoas a cometerem atos ilícitos sem considerar as consequências legais e emocionais. No Brasil, a legislação prevê punições para crimes como difamação, injúria e calúnia, que também se aplicam ao ambiente digital. Enquanto isso, a adolescente envolvida agora aguarda a decisão da Promotoria, que avaliará medidas socioeducativas cabíveis ao caso. Este episódio evidencia a importância do diálogo entre famílias e escolas para conscientizar jovens sobre o impacto de suas ações no mundo virtual e real. Com informações da Polícia Civil.









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