Em Vitória da Conquista, ACM Neto critica governador Jerônimo Rodrigues e a escalada da violência na Bahia
“Enquanto o poder público fechar os olhos, enquanto não houver coragem para enfrentar o problema, esse ciclo de morte vai continuar”, disse o ex-prefeito de Salvador.

Fotos: Marcelo Torres
Em tom de indignação, o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, usou o espaço de uma solenidade de inauguração para denunciar o agravamento da violência no interior da Bahia. Durante discurso na abertura da rádio Conquista FM 92,5, na tarde desta sexta-feira (22), Neto fez um apelo contundente às autoridades estaduais após tomar conhecimento do assassinato de Ágatha Santana Pereira, de apenas 12 anos, ocorrido horas antes no município de São Félix, no Recôncavo baiano.
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“Uma criança indo para a escola, no horário de aula, em plena luz do dia, é baleada por dois homens em uma moto. Isso não é mais insegurança — é abandono. É negligência”, afirmou Neto, com voz alterada pela emoção. “Ágatha tinha 12 anos, sonhos, uma vida inteira pela frente. E foi cruelmente ceifada enquanto cumpria o seu dever de estudante. E onde está a resposta do Estado?”, questionou.

Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, a estudante da Escola Balão Mágico caminhava para a aula no bairro 135 quando foi atingida por disparos feitos por dois suspeitos em uma motocicleta. A Polícia Militar confirmou que não havia confronto policial no local no momento do crime, o que reforça a hipótese de um ataque aleatório ou erro de identidade. Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido preso.

ACM Neto aproveitou para ampliar a crítica ao cenário de insegurança em todo o estado. Ele citou tiroteios registrados na capital nos últimos dias, especialmente um ocorrido no sábado anterior nos bairros da Federação e do Garcia, em Salvador. “Era sábado, de tarde, famílias nas ruas, crianças brincando, e mesmo assim houve troca de tiros. Onde as pessoas vão se sentir seguras? Não pode ser assim. O governador precisa assumir o comando, precisa mostrar que está no controle”, cobrou. Neto encerrou seu pronunciamento com um pedido de respeito às famílias afetadas pela violência. “Cada vida perdida é uma derrota para todos nós. Mas enquanto o poder público fechar os olhos, enquanto não houver coragem para enfrentar o problema, esse ciclo de morte vai continuar. E quem mais sofre são os mais pobres, os mais vulneráveis”, disse.







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