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Afastado dos combates há mais de um ano para se recuperar de inúmeras lesões, lutador revela a expectativa de retorno ao UFC do Brasil, em agosto.

O cartel de lutas e a história de Antônio Rodrigo Nogueira, mais conhecido como Minotauro, é de provocar inveja em qualquer lutador de MMA (Mix Martial Arts). São 39 combates, sendo que em 32 deles o baiano de Vitória da Conquista saiu vencedor. Finalizador por excelência, ele reinou no Pride (evento japônes de vale-tudo dos anos 1990) e é considerado um dos maiores lutadores de todos os tempos.
Em visita relâmpago a Brasília, onde veio realizar uma sessão de autógrafos em evento de uma marca de suplementos alimentares, Minotauro concedeu entrevista ao Correio, falando sobre a chance de entrar no octógono no UFC Rio, em agosto, e acerca da extensa carreira como lutador.
Por causa de lesões, você está sem lutar desde fevereiro de 2010. Como você está fisicamente agora?
Fiz três cirurgias neste tempo. Uma do lado direito do quadril, outra do lado esquerdo e também no joelho esquerdo. Já vinha lutando machucado há quatro anos, mas ficava adiando por causa dos compromissos de lutas. Estou tentando me recuperar para lutar no UFC Rio. Meu médico virá no sábado, do Canadá, para me examinar. Voltei aos treinos, mas falta ele me liberar. Não estou 100%, mas acho que em três meses estarei preparado.
Havia rumores de que você poderia lutar com o croata Cro Cop ou com o norte-americano Frank Mir. É verdade?
Olha, está quase tudo certo para a luta ser contra o Brendan Schaub, que foi o cara que venceu o Cro Cop no UFC 128. Acho que o Rio marcará a minha volta.
Você está com 34 anos e é um dos lutadores mais experientes do UFC. Pensa em aposentadoria ou quer ser campeão novamente?
Eu tento lutar e me apresentar sempre da melhor forma possível. Enquanto eu estiver lutando bem e tendo um bom desempenho, vou continuar. Se eu sentir que não está satisfatório, do jeito que eu quero, certamente pensarei em parar. Mas acredito que ainda vou estar por aí mais uns quatro, cinco anos.
O Júnior Cigano (treinado por Minotauro) iria lutar contra o Brock Lesnar no UFC 131, mas foi anunciado que o norte-americano está fora por causa de problemas de saúde. Agora, o Cigano pegará o Shane Carwin (EUA). O que muda na preparação dele?
O Lesnar está fora? Mentira? Você está falando sério? (Quando foi anunciado que Lesnar não lutaria mais contra Cigano, Minotauro estava no avião a caminho de Brasília). Por isso, então, que meu treinador estava me ligando o tempo todo. Acho essa mudança boa, vai nos ajudar no treinamento do Cigano. Ele estava muito no boxe e um pouco sem wrestling. A luta vai ficar mais fácil para ele, com certeza.
Assim como o Cigano, que é um dos treinadores do reality show de lutadores The Ultimate Fighter, você também participou de uma edição do programa como treinador. Como foi essa experiência?
Foi excelente! Além da grande visibilidade que ganhei, minha visão como treinador e como lutador mudou muito. Estar em uma casa com os caras e pegar todo aquele estresse de luta, de treinamentos, foi um ótimo trabalho. Foram três meses de dedicação total. Toda vez que um dos meus lutadores perdia, eu ficava tenso. Tive até um problema de pele por causa do estresse. Mas aprendi muito, pois ficava o dia inteiro discutindo luta, treinando, pensando em novas táticas. Apesar da minha experiência, ainda tenho coisas a aprender. Todo dia eu pego algo novo, até com alunos iniciantes. Quando a gente pensa que sabe tudo, é porque está na hora de parar.
Qual a maior diferença entre o Pride e o UFC de hoje?
Em termos de mídia e marketing, o UFC é espetacular. Aliás, tudo em que os americanos colocam a mão dá certo. Acredito que no Pride as lutas eram mais francas. No UFC, elas são mais táticas, os lutadores, hoje, são verdadeiros atletas. O Pride era mais coisa de gladiador, mais pegado.









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