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Índio é preso acusado de abusar crianças em Belmonte

A Tarde
Cacique Maria do Carmo fez a denuncia contra o índio na delegacia de Belmonte

Preso na delegacia de Belmonte desde domingo passado, o índio Fidelcino dos Santos, 65 anos, é acusado de abusar sexualmente de oito crianças – entre elas, uma garota de 11 anos com síndrome de Down – da aldeia Paturi, situada no povoado de Boca do Córrego, em Belmonte (a 695  km de Salvador).

Os abusos vinham sendo praticados há aproximadamente um ano e só foram descobertos após relato da vítima de 3 anos aos pais no sábado passado. Comunicado, o Conselho Tutelar de Barrolândia, que também atende em Boca do Córrego, acionou a polícia, que prendeu o suspeito em casa. A cacique da tribo, de etnia tupinambá, Maria do Carmo Querino Santos, conhecida como Kátia, 42, contou que o suspeito morava na aldeia há cerca de 9 anos e não demonstrava comportamento anormal.

“Estamos abalados porque foi algo que ninguém imaginava ocorrer na nossa aldeia. Aqui moram pouco mais de 100 pessoas, que têm uma rotina diária, convivência de décadas. Não havia desconfiança, todo mundo tinha estima por  ele,”, lamentou.

As crianças, seis meninas e dois meninos, com idade entre 3 e 12 anos, relataram os abusos sofridos  na segunda-feira, 25, na delegacia da vizinha cidade de Santa Cruz Cabrália, onde a delegada Teronite Bezerra (titular de Belmonte) fazia uma substituição.

Assistência –  Apesar de casado e ter filhos, Fidelcino morava sozinho e atraía as vítimas com pequenos presentes (frutas e doces), contou a conselheira tutelar Maria d’Ajuda Dórea. “Acompanhamos as crianças e elas contaram tudo. Estamos dando todo o suporte possível a elas”, acrescentou D’Ajuda.

O atendimento psicológico às crianças e suas famílias começa nesta quarta, 27, em Porto Seguro, graças a uma parceria entre o Instituto Tribo Jovem (ITJ) e a Secretaria Municipal de Saúde. O atendimento não foi pode ser feito em Belmonte, porque o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) está sem psicóloga até dezembro deste ano, quando termina a licença da profissional que faz o atendimento.



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