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Diretoria mantém o assunto em sigilo para não tumultuar o ambiente durante a disputa do Mundial de Clubes, mas se mexe para tentar desmanchar acordo.
A diretoria do Santos esconde o jogo para não tumultuar o ambiente durante a participação da equipe no Mundial de Clubes da Fifa, no Japão. No entanto, nesta segunda-feira, o clube já começou a reunir documentos para recorrer à Justiça e tentar desfazer a negociação entre o meia Paulo Henrique Ganso e o grupo de investimentos DIS. O jogador confirmou no último sábado que vendeu à empresa os 10% dos seus direitos econômicos que lhe pertenciam. O Santos se mantém detentor de 45% dos direitos. Já o DIS, que já possuia 45%, passou a ter 55%.
Por contrato, o Santos teria prioridade na compra da parcela e teria de ser notificado caso o jogador resolvesse se desfazer da porcentagem. O clube argumenta que Ganso e seus representantes – o próprio grupo DIS – não cumpriram com o que estava estabelecido. O jogador desmentiu essa informação e afirmou que o Peixe foi consultado, mas não se interessou. O caso só veio à tona agora, mas a negociação foi fechada há quase um mês.
O episódio piora ainda mais um relacionamento que sempre foi bastante conturbado. Desde janeiro, quando Ganso, em entrevista coletiva, disse que se sentia injustiçado pelo fato de a diretoria não lhe valorizar, as partes vivem às turras. O meia dizia que as propostas feitas pelo Santos para reformular o seu contrato – com aumento de salário e consequente multa rescisória – eram insatisfatórias.

As negociações seguiram tumultuadas, cheias de idas e vindas. Jamais houve um acordo. Nesse meio tempo, houve inúmeras especulações – inclusive a de que Ganso jogaria no Corinthians logo após a disputa da Taça Libertadores (o presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro acusa o DIS de ter oferecido o jogador ao maior rival do Peixe apenas para tumultuar).
Tentativas de reaproximação foram feitas. Antes da viagem da delegação ao Japão, parecia que clube e jogador se acertariam. Ganso até participou do lançamento do centenário do Santos, na Vila Belmiro. Foi a sua primeira entrevista coletiva desde janeiro – a diretoria vinha evitando que o jogador participasse de eventos oficiais temendo mais problema.
Nesta segunda-feira, após o treino do Peixe em Nagoya, Ganso passou pela zona mista e disse que não quer mais falar sobre o assunto. – Isso (venda dos seus direitos) aconteceu há algum tempo e não é mais o momento de falar. Vamos deixar para lá – esquivou-se.












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