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Ex-jogador do Cruzeiro, o atleta conquistense é destaque do time japonês no Mundial.
Será o Kashiwa Reysol o novo Mazembe, equipe da República Democrática do Congo que eliminou o Inter de forma surpreendente no último Mundial? As comparações são inevitáveis e a resposta será dada nesta quarta-feira, quando o time japonês enfrenta o favorito Santos na semifinal do torneio. Família em Vitória da Conquista torce por Leandro Domingues:
Há, no entanto, alguns pontos que diferenciam o Kashiwa Reysol da zebra africana. No ano passado, o Mazembe era uma equipe completamente desconhecida para o Inter, coisa que o time japonês não é para o Santos. Os santistas conhece muito bem o técnico Nelsinho Baptista, a alta eficiência nas jogadas de bola parada do meia Jorge Wagner e o vigor físico do lateral-direito Sakai.
A principal arma do Kashiwa Reysol, porém, é o meia brasileiro Leandro Domingues, de 28 anos, baiano de Vitória da Conquista. Com passagens não muito marcantes por Vitória, Cruzeiro e Fluminense, ele está no Japão desde o ano passado e é o “dono” do time.
Com o número 10 às costas, Leandro Domingues organiza as jogadas, cobra as faltas perto da área e faz gols. “A motivação é grande. A equipe vem de bons resultados. Depois de sairmos da segunda divisão, fomos campeões japoneses e ainda conseguimos duas boas vitórias no Mundial”, disse o meia brasileiro. “No futebol, tudo pode acontecer. Sabemos que o Santos é o favorito, mas em campo vence quem souber marcar melhor e aproveitar as oportunidades.”
As recordações que ele tem do Santos não poderiam se melhores. No dia 12 de julho de 2009, quando defendia o Vitória, Leandro Domingues marcou um gol na goleada por 6 a 2 sobre o time da Vila Belmiro, no Barradão, em Salvador.
Dos jogadores que participaram daquela derrota, apenas dois continuam no Santos: Pará e Ganso. “O Santos hoje é completamente diferente”, admitiu Leandro Domingues. “Neymar e Ganso são jogadores de muita qualidade, que fazem a diferença. Mas não devemos pensar só nos dois. O time é muito bom em todos os setores.” Na teoria, o Kashiwa parece saber o que fazer para se tornar o novo Mazembe. Resta saber se, na prática, terá condições.












@vitoriadaconquistanoticias
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